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Brasil

Em sessão do STF, Fux e Mendonça dizem que há uma "PF paralela"

Fux afirmou que "nunca se imaginou a PF peitar um ministro do STF", e Mendonça alegou que a corporação "monitora ministros"

Reprodução/ TV Justiça
Ministros Luiz Fux e André Mendonça

O ministro Luis Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na sessão do plenário nesta terça-feira (15/9) que a Polícia Federal (PF) tem “instrumentalizado posições para degradar a Corte”. Fux e o ministro André Mendonça disseram que há uma “PF paralela”.

“Nunca se imaginou a PF peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E era isso que estava acontecendo. Sem prejuízo dela instrumentalizar posições para degradar a Corte. Tudo começou ali [com relatórios da PF sobre a conduta de Mendonça]. E nós entendíamos que nós devíamos tomar uma posição para estancar isso — como o ministro Gilmar se expressou perante o Planalto”, disse Fux.

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“Nós temos a maior admiração pela Polícia Federal. Eu sou juiz há 50 anos. A Polícia Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário, o que não pode é a PF trabalhar contra o Poder Judiciário. Instrumentalizar pessoas para sustentarem posições contra o Poder Judiciário”, complementou Luis Fux.

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Presidente da Suprema Corte, Edson Fachin
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Ministro Dias Toffoli, do STF
Ministro Cristiano Zanin, do STF
O procurado-geral da República, Paulo Gonet
Plenário do Supremo Tribunal desta terça-feira (15/9)
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Plenário do Supremo Tribunal desta terça-feira (15/9)

Rosinei Coutinho/STF
Presidente da Suprema Corte, Edson Fachin
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O procurado-geral da República, Paulo Gonet

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André Mendonça interveio e concordou com o colega, afirmando que há uma “PF paralela, com monitoramento de ministros”. “Não pense que vossa excelência [Gilmar Mendes] está a salvo, não”, disse Mendonça.

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“Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo destes desvios praticados pela Polícia Federal. E por isso nós entendemos. E, ministro Gilmar, se não me falha a memória, vossa excelência foi ao Planalto para dizer que eles eram responsáveis pela crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer”, continuou Fux, se referindo a relatórios da PF sobre condutas de Mendonça.

A sessão do plenário desta terça-feira (15/9) decide se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do escândalo do Banco Master. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos.