Fachin eleva o tom e chama a atenção de Dino para seguir regras na sessão.
Presidente da Corte Edson Fachin chamou a atenção de Dino após interrupção da fala do colega Dias Toffoli

O ministro Flávio Dino e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tiveram um desentendimento durante a sessão do plenário desta terça-feira (15/9).
O ministro Dias Toffoli falava quando Dino o interrompeu, e Fachin interveio, elevando o tom de voz, para cobrar que o ministro siga as “regras da Corte”.
Confira o diálogo:
Tofolli: “…portanto, senhor presidente, mantendo coerência com que eu tenho feito à Turma, eu não me sinto, portanto, para a preservação do bom andamento do trabalho… [Dino interrompe]”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDino: “Ministro Toffoli, antes que Vossa Excelência encerre, em brevíssima parte, já que Vossa Excelência me homenageou com a citação correta…”
Fachin interrompe, educadamente e com leve sorriso no rosto: “Ministro Flávio, eu gostaria de combinar nessa sessão que a palavra sempre será solicitada à presidência e se me permitir…”
Dino: “Eu vou seguir o regimento interno da Corte”
Fachin: “…que diz que a palavra é pedida à presidência”
Dino: “E o aparte é dirigido ao relator”

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasFachin eleva o tom e diz, com dedo em riste: “Vossa Excelência precisa pedir a palavra à presidencia, é o que eu estou dizendo!”
Dino insiste, mantendo o tom de voz baixo pausado: “Presidente, eu vou seguir o regimento interno…”
Fachin: “Vossa Excelência terá a palavra porque eu estou lhe concedendo”.
Dino então repete em cima da fala de Fachin: “Eu vou seguir o regimento interno da Corte”.
O plenário do Supremo julga, nesta terça-feira (15/9), se deve abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do escândalo de corrupção do Banco Master, após relatórios da Polícia Federal (PF) apontarem uma susposta relação do magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar.















