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Brasil

Em convenção, Zema diz que "aberrações" acontecem no STF

Candidato à Presidência pelo Novo disparou contra os magistrados que supostamente tem relações com o caso do Banco Master

27/07/2026 12:52, atualizado 27/07/2026 13:00
FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ex-governador de Minas vai disputar o Planalto nestas eleições

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, usou a convenção nacional do partido que oficializou seu nome na disputa para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seu discurso logo após ser confirmado como candidato ao Planalto, Zema declarou que “aberrações” ocorrem na Corte e que quer “acabar com a farra dos intocáveis”. 

“Quero que o Brasil acabe com essa farra dos intocáveis, nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu, inclusive. Respondendo com muito orgulho o processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes, mas eu quero frisar aqui. Quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, nem ele, não fui eu”, declarou.

Apesar de só citar nominalmente Gilmar Mendes, o ministro citou indiretamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.

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“Quem conseguiu contrato de 129 milhões com uma esposa foi um colega dele [Moraes]. Quem fez uma transação no Tayaya foi outro colega dele [Toffoli]. Eu que moro em Belo Horizonte há oito anos, para onde eu me mudei, nunca encontrei com o banqueiro bandido [Vorcaro]”, afirmou.

A fala ocorre após Zema defender, por muitas vezes, a prisão dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com o caso do Banco Master.

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Romeu Zema foi oficializado como candidato à Presidência pelo Partido Novo
Romeu Zema ao lado do senador Eduardo Girão e do presidente do Novo, Eduardo Ribeiro
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Ex-governador de Minas vai disputar o Planalto nestas eleições
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Ex-governador de Minas vai disputar o Planalto nestas eleições

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Relembre os casos:

Contrato de R$ 129 milhões

O contrato do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master totalizava R$ 129 milhões. O montante seria pago em 36 meses, a partir do início de 2024. Ou seja, o banco pagaria por mês R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Advogados.

Resot Tayayá

Toffoli admitiu ter sociedade na empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro diz que faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por seus parentes.

Propostas para o STF

Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais citou medidas que aplicará no STF caso seja eleito, tais como:

  • Idade mínima de 60 anos para ocupar uma cadeira na Suprema Corte: “Ir para o STF é um coroamento de uma longa carreira, igual papa, não se vê papa de 35 anos. É um coroamento de uma carreira longa no setor jurídico ou acadêmico. Você com isso limita 15 anos a permanência de ministro-eleito, ou indicado”.
  • Fim de decisões monocráticas -aquelas que são tomadas por um único ministro: “Vou acabar também com as decisões monocráticas, principalmente aquelas que dizem em respeito a pautas votadas pelo Legislativo. Se for para derrubar algo, pelo menos que seja uma decisão de colegiado e não uma assinatura de um ministro valer mais do que 400 deputados, como tem acontecido”.
Em convenção, Zema diz que "aberrações" acontecem no STF