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O senador e pré-candidato do Podemos à Presidência da República, Alvaro Dias, afirmou em sabatina nesta quarta-feira (4/7) que o modelo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais superiores precisa ser modificado para que não exista a ideia de que há interferência política nas decisões.

Atualmente, o presidente da República é o responsável por indicar nomes para o STF, que passam por escrutínio do Senado. Para ele, o ideal era que uma lista tríplice fosse formada com as indicações para o cargo. Só então o presidente escolheria um nome, que dependeria da aprovação do Congresso para poder assumir o cargo.

Alvaro Dias também cutucou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao Planalto na sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para ele, é “tremendamente irresponsável” quem se dispõe a presidir o país sem nunca ter tido experiência no poder Executivo. “Nós vemos candidato a presidente que nunca foi cogitado para ser síndico, prefeito ou governador. Isso me parece tremendamente irresponsável”, declarou sem citar o nome do presidenciável.

Para Alvaro Dias, a corrida pelo Planalto ainda está em aberto. Questionado por jornalistas sobre seu desempenho na disputa presidencial, ele afirmou que o importante atualmente nas pesquisas de intenção de votos é a rejeição aos candidatos.

“No meu modesto entendimento, o que vale na pesquisa nesse momento é a rejeição. A intenção muda amanhã, muda depois. É avaliando a rejeição dos candidatos que se mede o potencial de crescimento de todos eles”, declarou.

última pesquisa de intenção de voto encomendada pela CNI ao Ibope, divulgada em 28 de junho, Alvaro Dias registrou 2% das intenções de voto no cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece como candidato. Sem Lula, o senador atinge 3% dos votos. Leia mais sobre a pesquisa aqui. Alvaro Dias, no entanto, tem apenas 9% de rejeição entre os eleitores. O índice é de aproximadamente um terço da taxa registrada por Bolsonaro e Lula.