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A pré-candidata da Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva, defendeu uma revisão da reforma trabalhista aprovada pelo governo do presidente Michel Temer no ano passado. Em sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (4/7), ela disse que a modernização das leis do setor é necessária.

“Até agora, falei brevemente da minha visão sobre a reforma trabalhista. Acho que há, de fato, uma necessidade de modernização da legislação trabalhista. No entanto, ela carece de algumas mudanças e necessita de uma revisão”,disse.

Segundo Marina, a discussão sobre o assunto foi feita de forma “atabalhoada” pelo Congresso Nacional. “Assim, ainda é possível que uma grande quantidade de processos cheguem à Justiça trabalhista. A reforma não deve ser revogada. Ela precisa ser revisitada para analisar injustiças”, concluiu. Após as declarações, Marina não foi aplaudida pela plateia.

última pesquisa de intenção de voto encomendada pela CNI ao Ibope, divulgada em 28 de junho, mostrou Marina em 3º lugar na corrida presidencial, com 7% das intenções de votos, no cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece como candidato. Sem Lula, a candidata chega ao 2º lugar com 13% das intenções de voto. Neste cenário, ela empata tecnicamente, no limite da margem de erro, com Jair Bolsonaro, pré-candidato pelo PSL. Leia mais sobre a pesquisa aqui.

A pré-candidata também defendeu que o país precisa de uma reforma política porque não pode “continuar com as mesmas práticas”. “Reforma política significa fim da reeleição, voto distrital misto, quebrar o monopólio dos partidos políticos, criar uma concorrência idônea. Não existe mobilidade dentro dos partidos”, disse.

Durante o Encontro Nacional da Indústria de 2018 (Enai), a CNI apresenta aos presidenciáveis 43 propostas do setor para as eleições deste ano. Segundo a entidade, as ideias vão “estimular o crescimento do país nos próximos 4 anos”.

Na abertura das sabatinas, o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, afirmou que as propostas servirão de “bússola” para os presidenciáveis. “O setor produtivo está fazendo a sua parte e as propostas servem de bússola para o longo caminho ainda a ser percorrido. A agenda de reformas deve ser o carro-chefe desse novo tempo”, disse.