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Deputado e advogados de depoente batem boca na CPMI do INSS. Vídeo

Mauricio Marcon criticou o presidente do Sindnapi por permanecer em silêncio durante a reunião do colegiado, e advogados reagiram

atualizado

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Reprodução/TV Senado
Milton Baptista de Souza Filho e o advogado Bruno Garcia Borragine na CPMI do INSS - Metrópoles
1 de 1 Milton Baptista de Souza Filho e o advogado Bruno Garcia Borragine na CPMI do INSS - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Senado

Os advogados de Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), e o deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS) se desentenderam, durante audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Milton presta depoimento ao colegiado nesta quinta-feira (9/10). O bate-boca começou quando Marcon, ao usar a palavra, criticou o sindicalista por permanecer em silêncio durante a reunião. O depoente seguia orientação da defesa, após obter habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira:


Farra no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Discussão na CPMI

“Hoje o senhor perdeu uma grande oportunidade de vir aqui e dizer: ‘Olha, estou arrependido pelo que fiz’. Jesus perdoou um bandido na cruz, poderia lhe perdoar também. O senhor sairia engrandecido, mas não. Ao lado, tem o advogado que, para respirar, dizia: ‘Não pode respirar agora, agora não respira, agora responde, agora não responde’. O senhor é um leão na hora de ir lá abraçar o governo e fazer os descontos indevidos, mas aqui parece mais um gatinho: mais quieto, mais comedido”, declarou Marcon.

Em seguida, o advogado Bruno Borragine pediu “ordem”, prevista no Regimento Interno do Congresso, como o direito de intervir e manter o decoro durante a reunião. Os ânimos se exaltaram. Marcon protestou e Borragine afirmou que o deputado não deveria falar com ele daquela forma, porque “não o conhecia”.

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