CPMI: advogado explica motivo para presidente do Sindnapi ficar calado
O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) comparece, nesta quinta-feira (9/10), na CPMI do INSS
atualizado
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A defesa do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo, ouvido nesta quinta-feira (9/10), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), explicou o motivo de ele permanecer em silêncio diante dos questionamentos dos parlamentares.
“Não tem como ele responder nenhuma pergunta […] A maior defesa dele hoje, considerando a operação da Polícia Federal às 6h, é o silêncio”, afirmou o advogado Bruno Garcia Borragine.
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O defensor acrescentou que o cliente estava preparado para falar na CPMI, mas, como houve o cumprimento de mandados por parte da Polícia Federal, na casa dele, com arrombamento, ele não responderá nenhum questionamento relacionado ao colegiado — o Sindnapi é investigado na Operação Sem Desconto, que teve nova fase hoje.
Além disso, pouco antes do início da CPMI, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus ao depoente. Dessa forma, Milton não é obrigado a falar no colegiado, conforme decisão do ministro Flávio Dino.
O Sindicato é apontado como um dos principais envolvidos no esquema de fraudes, tendo arrecadado quase R$ 600 milhões em descontos indevidos.
Nova fase operação da PF
A PF cumipriu, nesta quinta, mais um fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de desvio de aposentadorias e pensões do INSS. Foram cumpridos 66 mandatos de busca e apreensão em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.
Entre os alvos, estão Milton Cavalo, além de outras pessoas ligadas ao Sindicato.

