CPMI do INSS aprova nova convocação de advogado que denunciou fraudes
Advogado Eli Cohen foi responsável por fazer as primeiras denúncias do esquema
atualizado
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o desvio indevido de dinheiro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (9/10), um requerimento para uma nova convocação do advogado Eli Cohen para prestar depoimento na comissão.
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Cohen foi um dos responsáveis pelas primeiras denúncias de fraude no INSS. O advogado já havia prestado depoimento na CPMI no dia 1º de setembro; entretanto, seu nome voltou à tona após parlamentares apresentaram um novo requerimento solicitando sua ida novamente como testemunha, para prestar novos esclarecimentos.
Outros requerimentos
Em acordos entre oposição e governo, foram retirados os itens 25, 26, 27, 28, 29 e 78. Com isso, foi derrubada a ida do ex-chefe de Gabinete do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, e advogados supostamente envolvidos no esquema.
