CPMI do INSS: na véspera de operação, senador pediu urgência em prisões

Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Pode), disse que operação da PF desta quinta (9/10) é consequência de reunião com André Mendonça

atualizado

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da CPMI do INSS
1 de 1 O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da CPMI do INSS - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pode), reuniu-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite dessa quarta-feira (8/10) para pedir o cumprimento dos pedidos de prisão expedidos pela comissão. Horas depois, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, a pedido do Supremo.

Viana disse, em comunicado oficial enviado à imprensa nesta quinta-feira (9/10), que reforçou ao ministro “a urgência no cumprimento das prisões já aprovadas”. No início desse mês, a comissão enviou ao Supremo um pedido de prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento no esquema ilegal de descontos associativos.

Segundo o senador, a nova fase da operação da PF “não é uma coincidência” e “confirma” que “a CPMI do INSS não é espectadora” nas investigações contra a Farra do INSS.

Nesta quinta-feira (9/10), a comissão tem depoimento agendado com o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentado (Sindnapi), Milton “Cavalo” Baptista de Souza. A associação, cuja vice-presidência é ocupada por Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT), foi um dos alvos de mandos de busca e apreensão da PF.

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Ação ocorre em 7 estados e no DF
Ação tem o objetivo de aprofundar as investigações da Fraude do INSS
PF cumpre 66 mandados de busca e apreensão nesta quinta (9/10)
Buscas e apreensões são cumpridas por policiais federais
Esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões foi revelado pelo Metrópoles
PF deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto
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PF deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto

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Ação ocorre em 7 estados e no DF
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Ação tem o objetivo de aprofundar as investigações da Fraude do INSS
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PF cumpre 66 mandados de busca e apreensão nesta quinta (9/10)
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Buscas e apreensões são cumpridas por policiais federais
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Buscas e apreensões são cumpridas por policiais federais

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Esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões foi revelado pelo Metrópoles
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Esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões foi revelado pelo Metrópoles

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A Farra do INSS foi revelada pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de 2023. Em abril deste ano, o escândalo tornou-se alvo da PF por meio da primeira fase da Operação Sem Desconto, que tem deflagrado uma série de medidas contra a organização criminosa que operava os descontos.

Na manhã desta quinta, a PF compre 66 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nas seguintes unidades da federação: São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.

Segundo a PF, a ação desta quinta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes, como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

A farra do INSS

Conforme revelou o Metrópoles, a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

 

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