CPMI do INSS: na véspera de operação, senador pediu urgência em prisões
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Pode), disse que operação da PF desta quinta (9/10) é consequência de reunião com André Mendonça

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pode), reuniu-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite dessa quarta-feira (8/10) para pedir o cumprimento dos pedidos de prisão expedidos pela comissão. Horas depois, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, a pedido do Supremo.
Viana disse, em comunicado oficial enviado à imprensa nesta quinta-feira (9/10), que reforçou ao ministro “a urgência no cumprimento das prisões já aprovadas”. No início desse mês, a comissão enviou ao Supremo um pedido de prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento no esquema ilegal de descontos associativos.

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Ver todasSegundo o senador, a nova fase da operação da PF “não é uma coincidência” e “confirma” que “a CPMI do INSS não é espectadora” nas investigações contra a Farra do INSS.
Nesta quinta-feira (9/10), a comissão tem depoimento agendado com o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentado (Sindnapi), Milton “Cavalo” Baptista de Souza. A associação, cuja vice-presidência é ocupada por Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT), foi um dos alvos de mandos de busca e apreensão da PF.
A Farra do INSS foi revelada pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de 2023. Em abril deste ano, o escândalo tornou-se alvo da PF por meio da primeira fase da Operação Sem Desconto, que tem deflagrado uma série de medidas contra a organização criminosa que operava os descontos.
Na manhã desta quinta, a PF compre 66 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nas seguintes unidades da federação: São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.
Segundo a PF, a ação desta quinta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes, como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
A farra do INSS
Conforme revelou o Metrópoles, a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.














