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CPMI: presidente de sindicato ligado a irmão de Lula depõe nesta 5ª

Milton Cavalo, presidente do Sindinapi, permaneceu calado na manhã desta quinta-feira (9/10). Ele foi beneficiado por habeas corpus

atualizado

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Reprodução/TV Senado
Reprodução de imagem colorida do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo - Metrópoles
1 de 1 Reprodução de imagem colorida do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Senado

Após a manhã desta quinta-feira (9/10) marcada pelo silêncio do depoente na CPMI que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os parlamentares retomaram os trabalhos por volta das 14h com o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo (foto em destaque).

Milton permaneceu em silêncio na maior parte do tempo, seguindo a orientação de seu advogado. No entanto, durante a tarde, respondeu ao deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sobre o papel de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Sindnapi, ligado à Força Sindical, tem o Frei Chico como vice-presidente.

“Contrariando meu advogado, quero dizer que ele nunca teve função administrativa, só político, de representação sindical”, disse 

O defensor explicou que o cliente estava preparado para falar na CPMI, mas, como houve o cumprimento de mandados por parte da Polícia Federal, na casa dele, com arrombamento, ele não responderá nenhum questionamento relacionado ao colegiado — o Sindnapi é investigado na Operação Sem Desconto, que teve nova fase hoje.

Além disso, pouco antes do início da CPMI, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus ao depoente. Dessa forma, Milton já não era obrigado a falar no colegiado, conforme decisão do ministro Flávio Dino.

O habeas corpus concedido a Mauro irritou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). “No meu entendimento como parlamentar, nós estamos diante de um grande movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo e que estão usando da legislação para poder não dar explicações aos brasileiros”, afirmou Viana.

A sessão começou com os parlamentares aprovando requerimentos e quebras de sigilos bancário e fiscal de pessoas ligadas ao Sindnapi e ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Veja aqui:

 

Como mostrouMetrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o sindicato movimentou R$ 6,5 milhões em espécie nos últimos seis anos. O valor considera depósitos e saques feitos a partir de uma conta bancária do sindicato entre janeiro de 2019 e junho de 2025.

As informações constam em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à CPMI do INSS e obtido pela coluna. No total, o Sindnapi girou R$ 1,2 bilhão no período analisado.


A Farra do INSS

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela PF e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela corporação na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Antes da oitiva, o colegiado votará 78 requerimentos. Entre eles um segundo depoimento do advogado Eli Cohen, autor das primeiras denúncias de fraude dos institutos. Deputados justificam o convite por causa do vazamento de um áudio em que Cohen teria mentido durante fala à CPMI.

Há também requerimentos referente a quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa de Milton, Dauliesi Giacomasi Souza, no período de janeiro de 2019 a 3 de outubro de 2025.

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