Deputado aciona PF para investigar elo de aliados de Flávio com CV

Alencar Santana (PT-SP) protocolou notícia de fato para investigar suposta tentativa de infiltração no governo do Rio por facção criminosa

atualizado

metropoles.com

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O senador Flávio Bolsonaro
1 de 1 O senador Flávio Bolsonaro - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) protocolou nesta segunda-feira (1°/6) uma notícia de fato na Polícia Federal para solicitar a investigação sobre a possível utilização, por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), de aliados políticos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma suposta tentativa de infiltração no governo  do Rio de Janeiro.

O parlamentar alega que a facção buscava obter favores, proteção política, influência em órgãos públicos e até mesmo nomeações de pessoas aliadas para cargos no governo.

Além de Flávio, o documento cita reportagens e investigações anteriores da Polícia Federal que apontam uma rede de pessoas supostamente ligada aos fatos:

  • Gabriel Dias de Oliveira (“Índio do Lixão”): identificado como membro ou liderança do Comando Vermelho;
  • Luiz Eduardo Cunha Gonçalves (“Dudu”): ex-assessor que teria trocado mensagens com “Índio do Lixão” sobre reuniões com agentes públicos e tentativas de conseguir nomeações no governo;
  • Alessandro Pitombeira Carracena: ex-secretário estadual de Esportes e ex-subsecretário de Defesa do Consumidor. Ele foi preso na “Operação Anomalia” e há indícios de que teria recebido mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho;
  • Gutemberg Fonseca: ex-secretário de Defesa do Consumidor e apontado como aliado político próximo de Flávio Bolsonaro. Ele teria sido mencionado nas mensagens interceptadas.

O pedido também inclui a preservação urgente de provas digitais, como mensagens e arquivos, além da análise de agendas, movimentações bancárias e documentos administrativos.

Por fim, prevê que, caso surjam elementos que indiquem envolvimento direto de autoridade com foro privilegiado, o caso seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

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