Flávio Bolsonaro defende que corte de gastos não pode afetar os mais vulneráveis
Em evento em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro (PL) falou de planos para a economia caso seja eleito presidente
atualizado
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Belo Horizonte – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à presidência, falou sobre economia em um evento na capital mineira na noite desta segunda-feira (1º/6) e defendeu corte de gastos do governo, mas não afetando políticas sociais que atendem as pessoas mais vulneráveis, falando mais especificamente de aposentados.
Flávio está em Minas para uma série de eventos de sua pré-campanha e, após criticar os gastos do governo Lula, foi perguntado se para cortar gastos poderia tomar medidas, se virar presidente, como acabar com destinação obrigatória de Saúde e Educação ou a vinculação do reajuste do salário mínimo aos aposentados.
Ele então sugeriu que é possível equilibrar as contas públicas cortando na carne da própria máquina pública. “Porque não adianta nós termos um discurso muito tecnocrata de redução de custos, sugerindo economia em cima de pessoas vulneráveis, que não é o caminho. A nossa população tá envelhecendo. Hoje, as pessoas que são idosas, não têm mais condições de trabalhar”, discursou Flávio.
“Nós temos que dar uma atenção especial para as pessoas que estão na melhor idade, na terceira idade, pessoas que estão acima dos 65, 70 anos de idade. A gente não pode desamparar parar essas pessoas e o poder de compra delas diminuiu muito”, disse Flávio Bolsonaro.
O senador participa de painel no Ciclo Agronegócio Eloos – CNN/Itatiaia, que ocorre em BH e tem a participação dos também pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
“O endividamento, o índice dívida/PIB, já passou dos 80%. É algo inimaginável, é uma bola de neve que só pode ser estancada, uma hemorragia que só pode ser estancada com o controle das contas públicas, com as despesas cabendo dentro do Orçamento, o governo gastando apenas aquilo que arrecada”, discursou Flávio. “E é tudo que não acontece hoje. Não à toa, nós temos uma das maiores taxas de juros do mundo”, completou.
