Damares pede investigação sobre vazamento de dados de menina de 10 anos

"Chega de crianças e adolescentes sofrendo abuso neste país, chega de impunidade", afirmou a ministra

atualizado 20/08/2020 15:19

Andre Borges/Esp. Metrópoles

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, pediu, em ofício encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), nessa quarta-feira (19/8), a apuração do vazamento de dados sigilosos da menina de 10 anos que foi estuprada pelo tio no Espírito Santo.

No ofício, a ministra alega que a atitude de vazar os dados fere diretamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Penal Brasileiro. Damares pediu ao ministro André Mendonça do encaminhamento do caso à Polícia Federal. 

“Estamos trabalhando para garantir que todas as providências para o esclarecimento dos fatos sejam tomadas. Não iremos deixar nada passar com relação a esse triste caso. Chega de crianças e adolescentes sofrendo abuso neste país, chega de impunidade”, afirmou Damares.

Vazamento de dados

A militante de extrema direita Sara Winter publicou, no último domingo (16/8), informações sigilosas sobre o caso da menina, como o nome da vítima e em qual hospital ela realizaria o aborto autorizado pela Justiça do Espirito Santo.

O Ministério Público do estado (MPES) entrou na Justiça contra Sara, e pede que ela seja condenada a pagar R$ 1,3 milhão por danos morais.

O caso

A menina de 10 anos engravidou após ser estuprada pelo tio desde os seis anos de idade, na cidade de São Mateus (ES). Nessa quarta-feira (19/8), ela recebeu alta da unidade hospitalar onde interrompeu a gestação, em Recife (PE).

A vítima precisou ir para Recife para realizar o aborto porque os médicos do hospital em que ela foi atendida no Espírito Santo afirmaram que não tinham capacidade técnica para realizar o procedimento.

O suspeito do crime foi preso na terça-feira (18/8), em Betim (MG). Ele foi ouvido pela polícia e teria confessado “informalmente” os abusos cometidos.

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