Tio confessa “informalmente” ter estuprado menina de 10 anos, diz polícia

R. H. de J. era procurado pelos policiais desde o dia 13/8 e foi localizado nessa segunda-feira (17/8) em Betim (MG)

atualizado 18/08/2020 17:33

R. H. de J., de 33 anos, acusado de estuprar e engravidar a própria sobrinha, de 10 anos, em São Mateus (ES), confessou informalmente a autoria dos crimes contra a menor de idade à Polícia Civil. Ele foi preso na madrugada desta terça-feira (18/8), em Betim (MG).

“Ele disse que tinha um relacionamento com ela, mas isso não justifica, pois ela é menor e não tem capacidade de saber o que estava fazendo”, afirmou um delegado da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (18/8).

“Informalmente, aos policiais, ele afirmou que realmente possuía alguma intimidade com essa menina e fez abusos contra ela. Contudo, a equipe da delegacia vai explorar todas as hipóteses que foram apresentadas”, prosseguiu o superintendente da Polícia Regional Norte do ES, Ícaro Ruginsk.

R. H. de J. era procurado pelos policiais desde a última quinta-feira (13/8), após a menina ir ao médico com dores abdominais e a família descobrir os abusos. Policiais foram a um município no estado da Bahia, onde o criminoso tem parentes, mas ele não foi localizado.

O acusado é suspeito de abusar sexualmente da sobrinha desde quando a garota tinha 6 anos de idade. Segundo os investigadores, ele ainda ameaçava a menina para que não contasse sobre os estupros a ninguém. Em vídeo que circula nas redes sociais, R. H. de J. pede que sejam investigados também o avô e um outro tio da criança pelo mesmo crime.

Entenda

O caso só chegou ao conhecimento da Polícia Civil do Espírito Santo no último dia 8, após a criança dar entrada no Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, com suspeita de gravidez. Aos policiais, ela contou que era abusada há quatro anos.

Na última sexta-feira (14/8), a família conseguiu uma autorização judicial para que a gravidez fosse interrompida. No entanto, o hospital de referência de Vitória alegou questões técnicas para não fazer o procedimento. A menina conseguiu realizar a intervenção da gestação em uma unidade de saúde em Pernambuco.

 

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