Justiça manda tirar do ar dados de menina estuprada por tio e exposta por Sara Winter

Informações pessoais da garota abusada pelo tio foram divulgadas pela bolsonarista Sara Winter, líder do grupo "300 do Brasil"

atualizado 17/08/2020 11:18

Sara WinterReprodução

O Google, o Facebook e o Twitter terão 24 horas para retirar as informações pessoais da criança de 10 anos, vítima de violência sexual, divulgadas pela extremista Sara Fernanda Giromini, conhecida como Sara Winter.

Isso porque a Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) informou ter conseguido, na noite desse domingo (16/8), uma decisão liminar para que as empresas retirem o conteúdo de suas plataformas.

“Os dados divulgados causaram ainda mais constrangimento à menina e aos seus familiares”, informou a DPES, em nota. Caso as empresas descumpram a medida, será aplicada uma multa diária de R$ 50 mil.

Quem divulgou as informações pessoais da garota abusada pelo tio foi Sara Winter. Na manhã desta segunda-feira (17/8), o nome da menina permanecia exposto em suas redes sociais.

A criança de 10 anos ficou grávida após ser estuprada pelo próprio tio e teve autorização da Justiça para interromper a gestação. O procedimento médico foi iniciado na tarde desse domingo em Recife (PE), após longa jornada médica e jurídica.

Sara Winter, que se diz uma ativista “pró-vida”, tem se posicionado contra o aborto, apesar da medida ter amparo legal no Brasil para ser executada. Ela acusa o médico de ser o “maior abortista brasileiro”.

“Não se pretende obstar o direito à liberdade de expressão, entretanto, consoante se extrai dos autos os dados divulgados são oriundos de procedimento amparado por segredo de justiça”, diz trecho da liminar.

Procurada, a defesa de Sara Winter não se pronunciou até o momento.

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