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Farra no inssBrasil

Onyx nega conhecer “Careca do INSS” e admite problema com descontos

Onyx Lorenzoni atuou como ministro do Trabalho e Previdência Social na gestão de Jair Bolsonaro (PL)

06/11/2025 09:43, atualizado 10/11/2025 17:46
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Onyx nega conhecer “Careca do INSS” e admite problema com descontos

Onyx Lorenzoni, ex-ministro do Trabalho e Previdência Social na gestão de Jair Bolsonaro (PL), admitiu, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que o problema dos descontos indevidos era algo “recorrente”, mas dentro de diversos governos. Ele foi ouvido pelos parlamentares nesta quinta-feira (6/11), quando também afirmou não conhecer o “Careca do INSS”.

CPMI do INSS quer acareação entre o “Careca do INSS” e Eli Cohen

O depoimento de Onyx começou às 10h46, teve uma pausa de 1h e foi retomados às 14h15. Terminou por volta das 19h40.

Inicialmente, ele apresentou o trabalho feito à frente do ministério do Trabalho, onde ficou oito meses. E negou qualquer participação na farra do INSS. Logo em seguida, respondeu aos questionamentos dos parlamentares.

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“O problema com descontos associativos era recorrente. Tem denúncias de problemas com acordos ou com procedimentos, nos mais diferentes governos desde 2010, registrados pela imprensa”, afirmou.

O “Careca do INSS” é um dos principais personagens da farra no INSS (leia abaixo). O lobista é acusado de associações ligadas à farra dos descontos sobre aposentadorias do INSS para conseguir entrar ou obter vantagens dentro do órgão federal. Antônio Carlos Camilo Antunes é ex-superintendente de marketing de uma gigante do ramo de planos de saúde.


Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Onyx sobre o porquê de entidades terem realizado 50 mil inclusões de descontos indevidos entre 2016 e 2024.

“O INSS é uma autarquia autônoma. Houve uma particularidade desde a minha nomeação, em 27 de julho, até a minha saída, em 30 de março. Toda a estrutura de Conjur, de diretoria de Controle Externo, tudo isso estava no Ministério da Economia”, respondeu o ex-ministro, negando que soubesse a razão das inclusões em massa.

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Como o Metrópoles mostrou em setembro, um filho do ex-ministro Onyx, o advogado Pietro Lorenzoni atuou para uma das entidades suspeitas pela farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias pelo INSS.

Sobre essas questão, ele explicou: “Ele (filho) tem um escritório que trabalha com clientes. Na época em que essas coisas aconteceram, ele não tinha a menor ideia. E, se o senhor (relator da CPMI) desejar, ele pode mandar para o senhor quanto ele ganhava, quanto era cada contrato. E não era ele. Eram três advogados. Foi contratado o escritório, e não especificamente o meu filho. Nós não tememos nada disso”.

Ony também disse que o contrato do escritório do filho com a entidade suspeita ocorreu antes de ele ser ministro.

Todos os ministros do Trabalho e Previdência desde 2015 vão depôr à CPMI do INSS.