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Brasil

Copom vê "aumento da incerteza" e diz que cenário econômico exige "cautela"

Documento foi publicado nesta terça-feira (22/9). Colegiado projeta inflação a 5,2% para o fim de 2026

22/09/2026 08:09, atualizado 22/09/2026 08:44
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fachada do prédio do Banco Central do Brasil em Brasília - Metrópoles

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (22/9), a ata referente à reunião de agosto. No último encontro, o colegiado reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, o que levou o índice para 13,75% ao ano.

O comunicado oficial da última reunião reforça cautela diante do cenário econômico por enxergar “aumento da incerteza”. Na ata, não há sinais sobre novos cortes de juros.


Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
  • Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato do presidente Gabriel Galípolo à frente do BC.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz trecho da ata.
O colegiado projeta inflação a 5,2% para o fim de 2026.

Os diretores do Banco Central que formam o Copom afirmam na ata que explica decisão que reduziu os juros que há incertezas sobre o patamar de juros para o futuro “em algumas economias avançadas”, a guerra no Oriente Médio e os preços das commodities.

Em relação ao ambiente interno, o BC vê uma desaceleração da inflação e da atividade econômica, especialmente em alguns setores, no entanto, diz estar atento ao mercado de trabalho que segue com taxa de desemprego em “patamares historicamente baixos”.

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“O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando
a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”, assinala.

As estimativas para os próximos anos são as seguintes, confira abaixo:

  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 12% ao ano;
  • Para 2028, a estimativa continua em 10,50% ao ano;
  • Para 2029, a estimativa é de 10% ao ano.

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Próximas reuniões do Copom:

  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.

Em atualização.