Copom reduz taxa Selic e juros caem para 13,75% ao ano
Comitê divulgou decisão nesta quarta-feira (16/9); decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (16/9), reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 13,75% ao ano, mantendo um ciclo de cortes após descer a taxa a 14% na última reunião. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
A decisão, que foi unânime, já era esperada por participantes do mercado financeiro, que já precificavam uma queda de 0,25 p.p nesta reunião.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou em nota.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasDecisão do Copom
Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.
Na última ata do comitê, no entanto, o colegiado demostrou cautela quanto ao cenário internacional, afetado pelo conflito geopolítico no Oriente Médio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo comunicado dessa reunião, os diretores do BC voltaram a citar o cenário externo como um fator de atenção. De acordo com o Copom, o cenário permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.
Com relação ao cenário interno, o colegiado reconheceu que os indicadores mostram uma moderação gradual da atividade econômica. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta”.
Apesar disso, o comitê não deu indicações sobre quais os próximos passos na condução da política monetária, diferente do esperado pelo mercado financeiro, que acreditava em uma comunicação mais objetiva.
O comunicado dessa terça se limitou a dizer que “o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, sem dar indicações sobre uma possível continuação do ciclo de cortes.
Entenda a situação dos juros no Brasil
- A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
- Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
- Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
- Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
Expectativas do mercado para a Selic
- Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
- Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
- Para 2029, a estimativa é de 9,50% ao ano.
As previsões indicam que o mercado não crê que a taxa Selic fique abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, nem sequer do atual mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC, que termina em 2028.
Calendário do Copom
- 27 e 28 de janeiro;
- 7 e 18 de março;
- 28 e 29 de abril;
- 16 e 17 junho;
- 4 e 5 de agosto;
- 15 e 16 de setembro;
- 3 e 4 de novembro;
- 8 e 9 de dezembro.
















