Dólar cai na ressaca do Copom e apesar de alta do preço do petróleo
Moeda americana opera em baixa de 0,54% em relação ao real, cotada a R$ 5,10. Mercado digere redução da Selic e acompanha guerra no Irã

O dólar opera em queda de 0,54% frente ao real, cotado a R$ 5,10 nesta quinta-feira (6/8). Na véspera, a moeda americana manteve-se estável com recuo de 0,06%, a R$ 5,12.
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em queda de 0,21%, aos 177,3 mil pontos. Na sessão anterior, o indicador, à semelhança do dólar, mal saiu do zero a zero: anotou leve queda de 0,09%. Nos últimos cinco dias, o índice empacou nas imediações dos 177 mil pontos.

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Ver todasNesta quinta-feira, o mercado digere, sem dificuldades, o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros do país, a Selic. A redução foi definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na quarta-feira (5/8). Agora, a Selic foi fixada em 14% ao ano.
A queda era amplamente esperada pelos analistas e, no comunicado que a justificou, não houve qualquer indicação sobre o que ocorrerá na próxima reunião do Copom, em setembro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Comitê condicionou uma nova baixa — ou mesmo uma pausa na série de reduções — a questões óbvias como a melhora das expectativas inflacionárias, à continuidade da queda da atividade e à desaceleração do mercado de trabalho. Na prática, o Copom evitou ruídos e foi protocolar.
Guerra no Irã
Os investidores também acompanham o vaivém de notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, que têm atuado como o principal vetor do mercado desde o início do confronto, em 28 de fevereiro. No momento, o pêndulo está inclinado para o lado de uma possível negociação entre os dois países.
Alta do petróleo
Mesmo assim, nos últimos dois dias o preço do petróleo passou a registrar altas, o que não vinha ocorrendo no início da semana. Às 9h40, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subia 1,36%, a US$ 80,53. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 1,30%, a US$ 76,20.
No exterior, o dólar registra leve alta, variação que, na prática, indica estabilidade. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), registrava, às 9h45, leve avanço de 0,06%, aos 99,75 pontos.
Juros nos EUA
O mercado também reflete a possibilidade de uma elevação dos juros nos Estados Unidos. De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, estaria disposto a elevar as taxas, se os dados indicarem uma inflação ainda resiliente nas próximas semanas.
A tendência de elevação dos juros americanos mexe com os mercados globais. Ela, por exemplo, torna os títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, mais atrativos, o que reduz o interesse dos investidores por ativos de risco, como as ações negociadas em bolsa.



