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Com 221 óbitos em 24 horas, Brasil tem menor média móvel em 12 dias

No total, o país já perdeu 615.400 vidas para a Covid-19 e computou 22.129.409 casos de contaminação

03/12/2021 18:24, atualizado 03/12/2021 19:34
Fábio Vieira/Metrópoles
Com 221 óbitos em 24 horas, Brasil tem menor média móvel em 12 dias

O Brasil registrou, nesta sexta-feira (3/12), média móvel diária de 206 óbitos por Covid-19. Este foi o menor número registrado desde 22 de novembro deste ano.

A média, portanto, completa o 14º dia consecutivo abaixo de 250 óbitos. Em comparação com o verificado há 14 dias, houve variação de 5,7%, o que sinaliza estabilidade no número de falecimentos.

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 221 mortes e 10.627 novos infectados pelo coronavírus em todo o país. Os dados constam no mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

No total, o Brasil já perdeu 615.400 vidas para a doença e computou 22.129.409 casos de contaminação.

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Confira, no gráfico a seguir, o histórico da pandemia no país:

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Ômicron no Brasil

Na quinta-feira (2/12), o Ministério da Saúde confirmou cinco casos da nova variante da Covid-19, Ômicron, no Brasil e oito ocorrências em investigação. Dos infectados pela cepa, três estão em São Paulo e dois em Brasília. Minas Gerais e SP analisam, em seus respectivos estados, um caso suspeito. Já o DF averigua outras seis possíveis contaminações pela mutação recém-detectada.

Nesta sexta, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso da variante Ômicron da Covid-19 no estado. Uma mulher, moradora de Santa Cruz do Sul, retornou da África do Sul na última semana. A paciente recebeu as duas doses da vacina e apresenta apenas febre, até o momento.

Veja o que se sabe até o momento sobre a Ômicron:

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Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19
A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19
Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron
Vacinação contra a Covid-19
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Vacinação contra a Covid-19

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19
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Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19
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A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron
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Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron

Michael Sohn - Pool/Getty Images

Do total de pacientes confirmados, constam quatro homens e uma mulher. A mulher e dois homens estão em São Paulo. Os demais estão em Brasília. Todos foram vacinados. Entre os oito casos em investigação, há uma mulher não vacinada.

Nesta sexta, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, disse, durante entrevista coletiva em Genebra (Suíça), que, até o momento, não foram registrados óbitos decorrentes de contaminação pela Ômicron.

“Ainda não vi relatos de mortes relacionadas à Ômicron”, disse Lindmeier. A organização também reforçou os cuidados que devem ser tomados para conter o avanço da nova cepa, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Saiba mais sobre as variantes da Covid-19:

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Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"
Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas
Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países
Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos
A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo
Com o passar dos meses, o coronavírus sofreu mutações para continuar infectando as pessoas
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Com o passar dos meses, o coronavírus sofreu mutações para continuar infectando as pessoas

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Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"
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Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"

Getty Images
Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas
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Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas

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Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países
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Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países

Freepik/Reprodução
Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos
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Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

CDC/Unsplash
A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo
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A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo

Callista Images/Getty Images
A variante Gama é a brasileira, conhecida anteriormente como P.1
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A variante Gama é a brasileira, conhecida anteriormente como P.1

Andriy Onufriyenko/GettyImages
Ela também é mais transmissível, mas não é responsável por quadros mais graves da infecção
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Ela também é mais transmissível, mas não é responsável por quadros mais graves da infecção

GettyImages
Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa
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Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa

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São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células
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São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células

Getty Images
As vacinas disponíveis até o momento funcionam contra a maioria das variantes, ainda que não tenham 100% de eficácia contra elas
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As vacinas disponíveis até o momento funcionam contra a maioria das variantes, ainda que não tenham 100% de eficácia contra elas

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A variante Ômicron foi identificada pela primeira vez na África do Sul, e tem mais de 50 mutações, sendo 32 na proteína spike
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A variante Ômicron foi identificada pela primeira vez na África do Sul, e tem mais de 50 mutações, sendo 32 na proteína spike

NIAID/RML
A OMS ainda não sabe se a nova cepa é mais transmissível do que as outras variantes, ou se as mutações afetam a letalidade
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A OMS ainda não sabe se a nova cepa é mais transmissível do que as outras variantes, ou se as mutações afetam a letalidade

CDC/Unsplash

Média comparada

Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.

Variações na quantidade de mortes ou de casos de até 15%, para mais ou para menos, não são significativas em relação à evolução da pandemia. Já percentuais acima ou abaixo devem ser encarados como tendência de crescimento ou de queda.

Os cálculos são feitos pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles.

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou de casos está longe do ideal. Isso porque eles podem apresentar variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel do cenário, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana, dividida por sete.

O nome “móvel” é porque varia conforme o total de óbitos dos sete dias anteriores.