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Brasil

Dark Horse: Flávio Dino proíbe Mario Frias de deixar o país

Alvo de ação da PF nesta quinta-feira (10/9), deputado também não poderá se comunicar com outros investigados no suposto desvio de emendas

10/09/2026 11:55, atualizado 10/09/2026 12:26
BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Mario Frias

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de manter contato com os outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse. O parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (10/9).

A força-tarefa, autorizada por Dino, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em produtoras ligadas à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além de Frias, a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, está entre os alvos. Duas entidades de propriedade dela — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas pelos investigadores.

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Na decisão, Dino aponta a suspeita de existência de uma organização criminosa integrada por Mario Frias.

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“Assim sendo, já por ocasião da instauração, foram encontrados indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documento particular e falsidade ideológica e uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa”, destacou.

A PF apura o suposto desvio de emendas parlamentares para custear a obra. A restrição de manter contato com os demais investigados e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira.

São investigados os seguintes crimes:

  • Peculato;
  • Falsidade documental;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Organização criminosa; e
  • Crimes licitatórios.

As buscas foram realizadas em endereços das seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de apreenderem aparelhos eletrônicos e documentos, agentes encontraram armas e veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. O material recolhido será analisado no decorrer da investigação.

Entenda

  • Dino é o relator do inquérito que apura supostos desvios de emendas parlamentares para o filme.
  • Dark Horse é um longa-metragem, ainda não lançado, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha de 2018.
  • A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira.
  • O deputado Mario Frias está entre os alvos.
  • O STF proibiu o parlamentar de deixar o país e de se comunicar com outros investigados.
  • Há mais uma investigação sobre a obra no Supremo, que está sob relatoria de André Mendonça.
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cena de filme de Bolsonaro é alvo de investigação da PF
Operação na casa do deputado federal Mario Frias
Dino proibiu deputado de deixar o país
Deputado é investigado por filme sobre Bolsonaro
Produtora é investigada em inquérito sobre filme de Jair Bolsonaro
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Produtora é investigada em inquérito sobre filme de Jair Bolsonaro

Reprodução
cena de filme de Bolsonaro é alvo de investigação da PF
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cena de filme de Bolsonaro é alvo de investigação da PF

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Operação na casa do deputado federal Mario Frias
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Operação na casa do deputado federal Mario Frias

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Dino proibiu deputado de deixar o país
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Dino proibiu deputado de deixar o país

Fotos: BRENO ESAKI/METRÓPOLES - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Deputado é investigado por filme sobre Bolsonaro
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Deputado é investigado por filme sobre Bolsonaro

BRENO ESAKI/METRÓPOLES

Filme investigado

A obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro conta com duas frentes de investigação. O inquérito sob a relatoria de Dino apura se houve uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.

O outro processo é de responsabilidade do ministro André Mendonça e investiga os repasses que totalizam R$ 61 milhões, feitos por Daniel Vorcaro, dono Banco Master, a pedido do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), e o destino desse dinheiro. Uma das suspeitas é que uma parte do montante seria destinada ao custeio de ações criminosas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Nesta semana, o gabinete de Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, sobre a produção do filme.

Segundo a investigação, a empresa teria sido usada para receber os repasses de Vorcaro destinados à produção da cinebiografia.