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Mirelle Pinheiro

PF rastreia caminho de emendas de Mario Frias até filme de Bolsonaro

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF)

10/09/2026 11:29, atualizado 10/09/2026 11:36
Divulgação
Mário Frias

A Polícia Federal (PF) tenta reconstruir o caminho percorrido por recursos de emendas parlamentares indicadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) e descobrir se parte do dinheiro público chegou ao financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro do qual o próprio parlamentar é produtor-executivo e roteirista.

Esse é um dos principais pontos da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10/9), com 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela Go Up Entertainment, produtora do longa, estão entre os alvos.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Durante a ação, a PF chegou a apreender sete armas e o celular de Mario Frias.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade comandada por Karina. Uma delas, no valor de R$ 1 milhão, previa a execução de um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo que não teria sido realizado.

Em outra oportunidade, o deputado negou que os recursos indicados por ele tenham financiado Dark Horse e classificou as acusações envolvendo suas emendas como falsas e difamatórias.

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Subcontratações

Segundo a PF, há indícios de que recursos recebidos por organizações da sociedade civil tenham sido direcionados a empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

A PF também afirma que levantamentos financeiros identificaram movimentações de “centenas de milhões de reais” entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

A PF afirma ainda que as supostas tentativas de dissimulação dos desvios teriam continuado até julho deste ano.

A investigação apura, em tese, peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.