Cláudio Castro avisa CPI do Crime Organizado que não irá depor

Depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro estava previsto para esta terça (14/4), último dia de trabalhos da CPI

atualizado

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Agência Brasil
Cláudio Castro
1 de 1 Cláudio Castro - Foto: Agência Brasil

O  ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou, nesta segunda-feira (13/4), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que não vai prestar depoimento nesta terça-feira (14/4). O político disse que não poderia ir por questões médicas. Depois da publicação desta reportagem, Castro esclareceu que está com um quadro de lombalgia aguda.

“O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira (13/04), com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar, o que motivou orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento. Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da CPI do Crime Organizado, prevista para terça-feira (14/04), em Brasília”, diz a nota do ex-governador.

A sessão desta terça da CPI do Crime Organizado será a última. Estava previsto o depoimento do ex-governador e, em seguida, a leitura e votação do relatório final, ainda sendo elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O governador constava como convocado como testemunha, e era obrigado a comparecer na comissão. O ex-chefe do Executivo do estado do Rio afirmou que vai enviar seu laudo médico para a comissão formalizando a justificativa de ausência.

O requerimento para a convocação de Castro era de Vieira, que argumentava que sua presença na comissão era “indispensável” para esclarecer as falhas das instituições no combate ao crime organizado.

“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”, dizia um trecho do documento.

Como o governador alegou motivos de saúde e a CPI estará no último dia dos trabalhos, não haverá outra data para o depoimento. A expectativa agora é que seja feita a leitura e votação do relatório final.

A CPI do Crime Organizado começou a funcionar em novembro, e no último mês buscou se colar mais ao caso de fraude financeira do Banco Master. O relator do colegiado tentou convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a prorrogar os trabalhos, mas não conseguiu.

Após ter a negativa de Alcolumbre, Vieira criticou o colega, com a alegação de que era um “grande desserviço” ao país.

“Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar; nós temos um volume muito elevado de documentos, de dados, de sigilos que foram quebrados, que precisam ser analisados”, argumentou o relator.

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