Alcolumbre decidiu não prorrogar CPI do Crime Organizado, diz relator

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) diz que se reuniu com o presidente do Senado, que justificou não ser “bom” ter CPI em ano eleitoral

atualizado

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Pedro França/Agência Senado
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
1 de 1 Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - Foto: Pedro França/Agência Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta terça-feira (7/4) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não irá prorrogar o prazo de funcionamento do colegiado.

Vieira informou a decisão após se reunir com Alcolumbre no Senado, e criticou a posição do senador dizendo que se trata de um “grande desserviço” ao país.

“Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar; nós temos um volume muito elevado de documentos, de dados, de sigilos que foram quebrados, que precisam ser analisados”, diz Vieira.

Diante do contexto, o relatório será apresentado e votado na próxima semana, quando termina o prazo de funcionamento do colegiado. “A gente espera conseguir enfrentar o máximo de temas possíveis nesse relatório”, afirma Vieira.

Caso Master

Entre os temas investigados pela CPI do Crime Organizado, está o caso do Banco Master. O colegiado chegou a convocar o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, além de outros envolvidos, como o empresário Fabiano Zettel e ex-executivos do banco.

O colegiado aprovou, também, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas ao caso, incluindo Zettel e Luiz Phillipi Mourão, apontado como aliado de Vorcaro. Mesmo com o avanço das apurações, Alcolumbre decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI.

Esta é a segunda vez que o senador atua, somente este ano, para não prorrogar o prazo de funcionamento de um colegiado. No caso da CPMI do INSS, embora a decisão não fosse formalmente prerrogativa dele, Alcolumbre se recusou a ler o requerimento em sessão conjunta do Congresso.

Em seguinda, o Supremo Tribunal Federal (STF) também rejeitou tentativas de prolongar os trabalhos. O relatório final não foi aprovado, e a comissão foi encerrada sem desdobramentos práticos.

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