CGU apura compra de carros de luxo e outras 3 irregularidades no FNDE

A controladoria investiga ao menos quatro casos suspeitos envolvendo o Fundo que é responsável pela distribuição de recursos às prefeituras

atualizado 29/06/2022 9:54

FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Felipe Menezes/Metrópoles

Em meio ao escândalo de corrupção que resultou na prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, a Controladoria-Geral da União abriu investigação para apurar irregularidades no uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O órgão é responsável pela distribuição dos recursos às prefeituras.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o FNDE é alvo de ao menos quatro investigações. Uma delas apura o suposto pagamento de suborno a João Elício Terto, ex-assessor de Marcelo Ponte, presidente do FNDE, que teria sido presenteado com uma moto elétrica pelo pastor Arilton Moura, suspeito de integrar o esquema de corrupção no MEC.

Outro inquérito investiga uma tentativa de superfaturamento na compra de ônibus escolares. O órgão teria ignorado as recomendações da área técnica e elevado em 55% o valor máximo dos veículos, que chegava a R$ 732 milhões.

Além disso, a CGU ainda apura a compra de veículos de luxo por diretores do FNDE e um outro caso de um consultor do fundo que atuava irregularmente em nome de prefeituras do Maranhão para obter recursos do órgão.

CPI do MEC

O oposição protocolou pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto esquema de corrupção na pasta, durante a gestão do então ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso pela Polícia Federal na semana passada, alvo da Operação Acesso Pago.

O pedido foi entregue pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado, no início da tarde dessa terça-feira (28/6).

Um dos objetivos da CPI será identificar o envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) no esquema que envolveria liberação de verbas da pasta para pastores aliados do presidente do próprio ministro.

Além disso, a CPI também se dedicará a investigar a possível interferência de Bolsonaro que é suspeito de ter avisado Milton, anteriormente, sobre o trabalho de busca e apreensão realizado pela operação.

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