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Brasil

Celular apreendido de Bacellar levou PF a desembargador preso no Rio

Desembargador Macário Ramos Júdice Neto foi preso nesta terça-feira (16/12). Ele é relator do caso que investiga TH Joias no TRF-2

16/12/2025 11:33, atualizado 16/12/2025 12:54
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Reprodução/Portal Folha Vitória - Divulgação/Alerj - Arte/Metrópoles
Na imagem, o deputado estadual do RI Rodrigo Bacellar e do desembargador Macário Ramos Júdice Neto

Mensagens obtidas do celular de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), levaram à prisão do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O aparelho foi apreendido quando o próprio Bacellar foi preso, em dezembro, acusado de vazar informações sobre uma operação contra o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB).

Macário, preso nesta terça (16/12), em nova fase da Operação Unha e Carne, da PF, é relator do caso no TRF-2 que investiga TH Joias (MDB), preso em setembro por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Investigações da Polícia Federal apontaram, a partir de mensagens do celular apreendido de Bacellar, que o desembargador teria vazado para Bacellar informações sobre a operação contra o ex-deputado TH Joias em setembro.

Já Rodrigo Bacellar havia sido preso no início de dezembro – acusado de vazar as mesmas informações sigilosas para TH Joias –, mas foi solto pouco tempo depois, por decisão do plenário da Alerj. Ele é novamente alvo de buscas da polícia nesta terça-feira (16/12).

Operação Unha e Carne

A ação da Polícia Federal se dá no âmbito da Operação Unha e Carne, que teve sua segunda fase deflagrada nesta terça. A corporação cumpre mandado de prisão preventiva contra Macário Júdice Neto e mandados de busca e apreensão contra Bacellar, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A Unha e Carne é desdobramento da Operação Zargun, que prendeu os parlamentares TH Joias e Rodrigo Bacellar (solto posteriormente mediante uso de tornozeleira). As investigações que levaram TH Joias à cadeia apontaram que ele utilizava seu cargo na Alerj para favorecer as ações criminosas da facção Comando Vermelho.

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Defesa do desembargador

Advogado do desembargador Macário Judice, Fernando Augusto Fernandes afirma que o ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão, foi induzido ao erro ao determinar “medida extrema”. Ressalta ainda que não teve acesso à cópia da decisão que decretou a prisão, o que impediria o exercício do contraditório e da ampla defesa.

“A defesa apresentará os devidos esclarecimentos nos autos e requererá a sua imediata soltura”, enviou ao Metrópoles o advogado de Macário.