
Canal "Exército do Lula" sai do ar após idas e vindas no TSE
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que o canal pode voltar a funcionar no prazo de 48 horas

O canal do WhatsApp “Exército do Lula”, em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu do ar na noite desta terça-feira (13/10). A medida atende à determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal por até 48 horas.
O ministro condicionou o funcionamento do canal ao registro de seu endereço pela campanha de Lula na Justiça Eleitoral. A campanha cumpriu a exigência, mas o presidente do TSE decidiu que o canal só poderá voltar a funcionar após um prazo de 48 horas, que termina na quinta-feira (15/10).

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de apoiadores de Lula. O objetivo é o compartilhamento de orientações de campanha para eleitores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMais cedo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu a Nunes Marques que leve com urgência ao plenário a disputa sobre o canal de WhatsApp.

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A confusão em torno do canal começou com um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para que o canal fosse retirado do ar, alegando a propagação de desinformação. A campanha fez dois pedidos: um ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e outro ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
No domingo (11/10), Nunes Marques decidiu pela suspensão do canal. A decisão, contudo, foi revertida por Villas Bôas Cueva, que autorizou a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores no canal. Ele tinha encaminhado a decisão dele para ser referendada pelo plenário.
Uma análise feita pela área técnica do TSE a pedido de Nunes Marques não encontrou desinformação no grupo. Mesmo assim, o ministro voltou a determinar a suspensão do canal nesta terça-feira (13/10). Dessa vez, porque o canal não estava registrado como meio de campanha de Lula.
Após a campanha fazer o registro, o ministro autorizou que o canal volte a funcionar, cumprindo o prazo de 48 horas, seguindo a legislação eleitoral.
Segundo Nunes Marques, o prazo está previsto nas regras eleitorais para endereços eletrônicos que não foram informados no registro inicial da candidatura.
