
“Exército do Lula”: Edinho diz que vínculo do canal à campanha é temporário.
Edinho diz que canal foi registrado para evitar bloqueio e que campanha pediu ao TSE que ele funcione sem ligação com a candidatura de Lula

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o vínculo do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), com a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é temporário. Segundo ele, o registro como meio oficial de comunicação foi feito para evitar que fosse retirado do ar.
A declaração foi dada pelo dirigente na tarde desta terça-feira (13/10), após reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, e os ministros André Mendonça, Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha.
O encontro também contou com representantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
Apesar do registro, Edinho defende que o espaço funcione sem vínculo com a campanha, como uma iniciativa do deputado mineiro e dos participantes.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara“Nós incluímos como medida estratégica e jurídica, pro canal não cair. Deixamos isso claro aos ministros presentes. Nós não queremos que o canal seja vinculado à campanha, porque nós entendemos que ele é uma forma autônoma de organização da sociedade. Mas, como nós entendemos que o cerceamento ao canal, ele é, na nossa opinião, uma repressão à organização social que estava se dando nas redes, nós pedimos a inscrição para que o canal não caia”, afirmou.
O presidente do PT disse que a intenção é manter o canal de Janones como espaço de organização e manifestação política da sociedade.
“Então, nós não queremos que ele saia, nós queremos que ele permaneça no ar, que ele permaneça sendo um instrumento de organização da sociedade civil, de manifestação da sociedade civil. Por isso que nós tomamos essa medida judicial para impedir que ele [o canal] caia”, declarou.
Edinho afirmou que apresentou o registro como uma solução temporária e salientou que a campanha já pediu ao TSE que o canal possa funcionar sem vínculo com a candidatura de Lula após o julgamento dos recursos.
“Até o julgamento do recurso, ele permanece vinculado como um instrumento para que ele não caia, para que ele não deixe de existir. Mas, após o julgamento, nós já peticionamos porque nós acreditamos na livre organização da sociedade por meio das redes sociais. Nós acreditamos que é democrático, que é a democracia do século XXI, a sociedade ter o direito de se organizar por meio das redes sociais e esse direito democrático tem que ser reconhecido”, afirmou.
Edinho prosseguiu: “Mas nós queremos que haja o reconhecimento do direito de livre organização da sociedade por meio das redes sociais, nós queremos que haja o reconhecimento do direito democrático da sociedade civil se organizar por meio das redes sociais, é isso que nós peticionamos também”.
