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Brasil

Bolsonaro pede a Guedes reajuste no salário dos servidores em 2022

Aumento de 5% seria uma das táticas para recuperação da popularidade, em baixa desde o início da pandemia, para eleição de 2022

17/06/2021 08:51, atualizado 17/06/2021 11:01
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Igo Estrela/Metrópoles
Bolsonaro pede a Guedes reajuste no salário dos servidores em 2022

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encomendou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, reajuste de 5% no salário dos servidores públicos em 2022, segundo a colunista Adriana Fernandes, no Estadão. O pedido do mandatário da República seria uma estratégia voltada a recuperar sua popularidade para a eleição de 2022.

A correção custaria R$ 15 bilhões no Orçamento do ano que vem. Em 2020, o Congresso aprovou o congelamento do salário dos servidores públicos até dezembro deste ano.

A medida seria um das táticas de Bolsonaro para conquistar o eleitorado para 2022. Na noite de terça-feira (15/6), o presidente também anunciou que está “quase fechado” na equipe econômica a decisão de dar  reajuste de 50% no programa Bolsa Família em dezembro deste ano, quando, calcula o governo, não haverá mais auxílio emergencial.

Segundo a coluna, no entanto, a fala pegou a equipe orçamentária de surpresa, uma vez que todos os cálculos foram feitos para garantir benefício médio de R$ 250, totalizando custo de R$ 51 bilhões em 2022 aos cofres públicos.

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Presidente Jair Bolsonaro participa de motociata em SP em junho de 2021.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Palácio do Planalto
Paulo Guedes, ministro da Economia
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Paulo Guedes, ministro da Economia

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Presidente Jair Bolsonaro participa de motociata em SP em junho de 2021.
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Presidente Jair Bolsonaro participa de motociata em SP em junho de 2021.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Palácio do Planalto
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Palácio do Planalto

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Teto de gastos  é entrave

Bolsonaro, entretanto, não poderá instituir o reajuste nos salários e o aumento do valor do Bolsa Família sem ultrapassar o teto de gastos, mesmo com a correção da inflação mais alta, que aumenta o limite.

Ao Estadão o secretário do Tesouro, Jeferson Bittencourt, afirmou que o espaço para gastos no orçamento de 2022 está próximo de R$ 25 bilhões, o que impede aumento significativo nas políticas de auxílio e em reajuste de salários.