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Brasil

Bolsonaro diz que Brasil concederá visto humanitário a ucranianos

País tem uma grande colônia ucraniana, sobretudo no estado do Paraná. Estima-se que há cerca de 600 mil descendentes em território nacional

28/02/2022 19:25, atualizado 28/02/2022 19:50
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Hugo Barreto/Metrópoles
O Presidente da República, Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (28/2), que o Brasil receberá ucranianos através de vistos humanitários. O mandatário disse que contatou o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, para providenciar os trâmites necessários e acrescentou que a portaria interministerial deve ser publicada até esta terça-feira (1°/3).

“Vamos abrir a possibilidade de ucranianos virem ao Brasil através do visto humanitário”, afirmou Bolsonaro, em entrevista à Rádio Jovem Pan. O presidente destacou as dificuldades para as pessoas saírem do país, com espaço aéreo fechado, mas disse que o Brasil receberá ucranianos e familiares. “Serão bem recebidos”, declarou.

O Brasil possui uma grande colônia ucraniana, sobretudo no estado do Paraná. Estima-se que há cerca de 600 mil descendentes no país.

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“Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias. O valor total, mais de R$ 2,4 milhões, daria para pagar o benefício de R$300 para cerca de 8 mil pessoas”, criticou o deputado
Presidente Bolsonaro exibe miniatura de fuzil que ganhou no fim da cerimônia do Inmetro.
Em 2021, outro inquérito contra o chefe do executivo foi instaurado para apurar as denúncias de prevaricação no caso que envolve a negociação para a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana contra a covid-19, a Covaxin, no valor total de R$ 1,6 bilhão
Contudo, o custo das férias do presidente virou notícia. Segundo dados que partiram de balanço feito pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), a viagem de Bolsonaro custou R$ 2,4 milhões
De 2020 para 2021, Bolsonaro passou 18 dias de férias em São Paulo e em Santa Catarina. Ao lado de familiares e convidados, Bolsonaro curtiu  passeios pela região e contratou guias turísticos, entre outros
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De 2020 para 2021, Bolsonaro passou 18 dias de férias em São Paulo e em Santa Catarina. Ao lado de familiares e convidados, Bolsonaro curtiu passeios pela região e contratou guias turísticos, entre outros

Igo Estrela/Metrópoles
“Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias. O valor total, mais de R$ 2,4 milhões, daria para pagar o benefício de R$300 para cerca de 8 mil pessoas”, criticou o deputado
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“Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias. O valor total, mais de R$ 2,4 milhões, daria para pagar o benefício de R$300 para cerca de 8 mil pessoas”, criticou o deputado

Igo Estrela/Metrópoles
Presidente Bolsonaro exibe miniatura de fuzil que ganhou no fim da cerimônia do Inmetro.
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Presidente Bolsonaro exibe miniatura de fuzil que ganhou no fim da cerimônia do Inmetro.

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Em 2021, outro inquérito contra o chefe do executivo foi instaurado para apurar as denúncias de prevaricação no caso que envolve a negociação para a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana contra a covid-19, a Covaxin, no valor total de R$ 1,6 bilhão
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Em 2021, outro inquérito contra o chefe do executivo foi instaurado para apurar as denúncias de prevaricação no caso que envolve a negociação para a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana contra a covid-19, a Covaxin, no valor total de R$ 1,6 bilhão

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Contudo, o custo das férias do presidente virou notícia. Segundo dados que partiram de balanço feito pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), a viagem de Bolsonaro custou R$ 2,4 milhões
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Contudo, o custo das férias do presidente virou notícia. Segundo dados que partiram de balanço feito pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), a viagem de Bolsonaro custou R$ 2,4 milhões

Michael Melo/Metrópoles

O mandatário iniciou a entrevista reafirmando a neutralidade diante do conflito no Leste Europeu para evitar problemas ao Brasil, citando novamente a questão dos fertilizantes. Bolsonaro citou que o encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, disse que ele estava “mal informado”, mas não o respondeu.

Na noite do domingo (27/2), Bolsonaro rechaçou qualquer sanção à Rússia e disse que o presidente russo, Vladimir Putin, não estava promovendo um massacre na Ucrânia.

O chefe de Estado brasileiro disse também que não tinha o que conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Dias antes de iniciar o conflito, Bolsonaro realizou uma visita presidencial ao homólogo russo, Vladimir Putin.

Guerra da Ucrânia

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.

Diante disso, tropas russas, orientada pelo presidente Vladimir Putin, iniciou, na última quinta-feira (24/2), uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Em pronunciamento, ele fez ameaças e disse que quem tentar interferir no conflito sofrerá consequências nunca vistas na história.

Hoje o conflito chega ao quinto dia. Ao menos 198 pessoas morreram nos confrontos, segundo o governo ucraniano. Outras 1.115 ficaram feridas. O governo ucraniano afirma que 100 mil soldados russos estão no país.

Russos sitiaram Kiev e tentam tomar o poder. Hospitais, orfanatos, prédios residenciais, além de escolas e creches, já foram alvos de bombardeios na Ucrânia. República Tcheca, Polônia, França, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Portugal e Bélgica anunciaram o envio de ajuda estrutural de armas e dinheiro para a Ucrânia, que resiste.

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