Bolsonarista diz que foi perseguido por Damares após denunciar traição

Oswaldo Eustáquio afirma que prisão foi armação de Damares após denúncia de corrupção e caso extraconjugal mantido pela ministra

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes sociais
Ministra Damares e Oswlado Eustáquio
1 de 1 Ministra Damares e Oswlado Eustáquio - Foto: Reprodução/Redes sociais

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que foi investigado pelo STF no inquérito dos atos antidemocráticos, afirmou em entrevista exclusiva ao Metrópoles que se tornou alvo da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves, após denunciar corrupção na pasta.

Eustáquio diz que Damares ameaçava constantemente demitir sua esposa de uma das principais secretarias do ministério. Segundo ele, as ameaças começaram após ele denunciar atos de corrupção dentro da pasta, além de um suposto caso com um homem casado mantido pela ministra.

Denúncias de corrupção

O blogueiro afirma que, em fevereiro de 2020, denunciou à ministra três servidores do seu gabinete por “fortes indícios de fraude” em contratos de informática, enquanto ainda trabalhavam no Ministério da Cidadania. Na semana seguinte, após a notícia ter saído em veículos de comunicação, a ministra teria demitido um deles. “Ela não me deu bola”, diz Eustáquio.

Ele também alega que Damares enviou um assessor à sua casa para ameaçá-lo e impedir que ele denunciasse Luiz Henrique Mandetta quando este era ministro da Saúde.

Bolsonarista diz que foi perseguido por Damares após denunciar traição - destaque galeria
3 imagens
Grupo de evangélicos tenta emplacar a ministra Damares Alves como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022
Damares Alves é uma das ministras evangélicas do governo Jair Bolsonaro
Michelle Bolsonaro e a ministro da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na cerimônia de comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e do Dia Internacional do Voluntário, no Palácio do Planalto
1 de 3

Michelle Bolsonaro e a ministro da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na cerimônia de comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e do Dia Internacional do Voluntário, no Palácio do Planalto

Igo Estrela/Metrópoles
Grupo de evangélicos tenta emplacar a ministra Damares Alves como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022
2 de 3

Grupo de evangélicos tenta emplacar a ministra Damares Alves como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022

Isac Nóbrega/PR
Damares Alves é uma das ministras evangélicas do governo Jair Bolsonaro
3 de 3

Damares Alves é uma das ministras evangélicas do governo Jair Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
Suposto caso extraconjugal de Damares

Segundo o bolsonarista, Damares mantinha um relacionamento extraconjugal com o pastor Humberto Lúcio Lima por cinco anos, cuja filha trabalhava na Secretaria de Igualdade Racial. “A menina mais nova desejava a morte do pai”, contou Eustáquio sobre a filha de Humberto.

Oswaldo Eustáquio diz que enviou uma carta a pastores pedindo que eles ajudassem Damares a “resolver o problema”, se referindo ao caso de traição. Ele afirma que, na carta, pediu que os pastores não divulgassem o caso e que a questão fosse tratada de maneira “eclesiástica”.

Procurada por Veja, Damares não quis comentar a carta, tampouco se já tomou ou pretende tomar medidas judiciais contra o jornalista.

Alegação de “cilada” para prisão

O blogueiro diz que acredita ter sido alvo de uma “armação” da ministra para que uma ordem de prisão contra ele fosse dada. O episódio teria acontecido no fim do ano passado, quando Eustáquio pediu uma reunião com Damares para denunciar supostas violações dos direitos humanos. O encontro aconteceu no ministério, descumprindo a ordem de prisão domiciar que Eustáquio cumpria.

Segundo ele, horas antes da reunião, foi enviado um documento que autorizava sua saída da residência. No entanto, o chefe de gabinete de Damares encaminhou um ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes alertando sobre um “provável descumprimento de decisão judicial”. Três dias depois, Moraes decretou uma nova ordem de prisão.

“Foi uma armação. E foi, possivelmente, porque Damares já sabia que eu tinha informação sobre o relacionamento extraconjugal dela e porque ela sabia que eu iria confrontá-la sobre isso”, afirmou Eustáquio.

Outro lado

Após a publicação da reportagem, Oswaldo Eustáquio enviou ao Metrópoles o ofício que o autorizava a sair da residência para ir até a reunião com a ministra Damares. Veja o documento abaixo:

Ofício que autoriza saída da residência de Eustáquio

O blogueiro também reiterou que a investigação já teve fim e que foi inocentado.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?