“Palhaçada”: Damares se irrita com pergunta sobre nota do Jacarezinho
Texto lamentando as mortes no local, publicado no site do Ministério da Mulher e Direitos Humanos, foi apagado após pressão de bolsonaristas
atualizado
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Rio de Janeiro – Uma semana após a operação policial mais letal da história do Rio, que terminou com 28 mortos, entre eles um agente da Polícia Civil, na Favela do Jacarezinho, na zona norte, a Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, esteve no RJ para inaugurar um espaço para mães e bebês no Inmetro, em Xerém, Duque de Caxias.
Durante o evento, a ministra foi questionada sobre o motivo de a pasta ter apagado a nota lamentando as mortes. Irritada, respondeu: “Palhaçada!”. O local inaugurado por Damares foi construído em uma pequena sala e contou com verba de R$ 40 mil do ministério.
Na última sexta-feira (7/5), um dia após a operação, o ministério comandado por Damares publicou uma nota oficial na qual um trecho dizia que o combate ao crime deve “ocorrer de forma a proteger a vida de todos, especialmente dos moradores que, também, são vítimas e reféns de atividades criminosas”.
A decisão de apagar a nota do site do ministério aconteceu após a pressão que a ministra sofreu nas redes sociais. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticaram o posicionamento da pasta, alegando que as vítimas da operação eram todas criminosas, com exceção do policial morto, o investigador André Leonardo Mello Frias, de 48 anos.
No último domingo, dia 9, Bolsonaro se manifestou, em suas redes sociais, contra o tratamento que vem sendo dado aos mortos no Jacarezinho e parabenizou a Polícia Civil do Rio pela operação. A ação deixou 28 pessoas mortas e foi considerada por entidades de direitos humanos um “massacre”.
Antes de se irritar com a pergunta, a ministra Damares promoveu aglomeração na hora de conhecer o novo espaço, que, por atender apenas a funcionárias do Inmetro, foi construído em uma sala pequena, de cerca de 20 metros quadrados. No local, toda a comitiva de secretárias, deputadas e vereadoras acompanhou a ministra. Todos ficaram apertados, em meio a abraços, fotos e tentativas de funcionários para controlar o fluxo de pessoas.














