Ao menos 140 autoridades federais e estaduais foram contaminadas em 2020 pela Covid-19

Em nove meses, a lista é extensa – inclui chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de ministros e governadores

atualizado 25/12/2020 8:12

camara dos deputadosRafaela Felicciano/Metrópoles

O ano de 2020 foi atípico, sobretudo, por causa da Covid-19, que já registrou mais de 7 milhões de casos no Brasil e deixou cerca de 190 mil mortos. Até a última terça-feira (22/12), o Metrópoles havia identificado que, ao menos, 140 autoridades públicas dos Três Poderes – sem contar com prefeitos e vereadores dos mais de 5 mil municípios do país – já testaram positivo para o novo coronavírus.

Nesses nove meses da decretação do estado de calamidade pública no Brasil, a lista é extensa – inclui chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de ministros, governadores e parlamentares de diversos partidos e estados.

Executivo

Além do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que minimizou os efeitos da Covid-19 e negou a gravidade da pandemia, 14 ministros do seu governo já foram contaminados, o que representa 60% das 23 pastas.

Os ministros contaminados foram André Mendonça, da Justiça; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Bento Albuquerque, de Minas e Energia; Eduardo Pazuello, da Saúde; Fábio Faria, das Comunicações; Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência; Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo; Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia; Milton Ribeiro, da Educação; Onyx Lorezoni, da Cidadania; Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU); e Walter Braga Neto, da Casa Civil.

O ex-ministro Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, demitido no início de dezembro, também já havia testado positivo em meados de setembro.

Judiciário

Ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já testaram positivo para a Covid-19, o que corresponde a 27% da composição da Corte. Além do presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes também já se contaminaram.

A posse de Fux, em setembro, deixou diversos infectados, entre eles, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e três ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – Luís Felipe Salomão, Antônio Saldanha Palheiro e Benedito Gonçalves.

Legislativo

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foram infectados. O deputado, inclusive, testou positivo após a posse de Fux.

Com eles, ao menos 100 congressistas também contraíram o vírus – o que corresponde a 19,5% dos parlamentares do Congresso Nacional, composto por 513 deputados federais e 81 senadores.

Dividindo entre os deputados federais, 78 dos 513 foram contaminados, ou seja, 15% da Casa, enquanto 22 dos 81 senadores – 27% do Senado – testaram positivo para o vírus. Alguns tiveram sintomas severos e precisaram ficar na unidade de tratamento intensivo (UTI), outros apresentaram apenas sintomas leves.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83 anos, um dos aliados de Bolsonaro, morreu no fim de outubro, vítima de complicações geradas pela Covid-19.

Governadores

Nos estados, 18 governadores testaram positivo para a Covid-19, sendo que em dois casos os governantes afastados e em exercício do Rio de Janeiro – Wilson Witzel (PSC), afastado, e Cláudio Castro (PSC), em exercício – e de Santa Catarina – Carlos Moises (PSC), afastado, e Daniella Reinher (sem partido), em exercício.

Sem distinção de região ou partido, diversos governadores foram contaminados. Na Região Sul, além de Santa Catarina, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também contraiu o vírus. Do Norte, Antonio Denarium (sem partido), de Roraima; Helder Barbalho (MDB), do Pará; e Wilson Lima (PSC), do Amazonas.

Os nordestinos foram Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Renan Filho (MDB), de Alagoas; Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe; Wellington Dias (PT), do Piauí; e Camilo Santana (PT), do Ceará.

Do Sudeste, além do Rio de Janeiro, Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, e João Doria (PSDB), de São Paulo – principal adversário político de Bolsonaro.  Na Região Centro-Oeste, Reinaldo Azambuja (PSDB), de Mato Grosso do Sul; Mauro Mendes (DEM), de Mato Grosso; e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.

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