Alckmin diz que Brasil foi o maior beneficiado da nova tarifa de Trump
Nova tarifa global de 15% entra em vigor nesta terça-feira (24/2) e terá validade de 150 dias

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou, nesta segunda-feira (23/2), que o Brasil foi o país mais beneficiado com a nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos Estados Unidos, anunciada por Donald Trump.
A mudança na tarifa foi anunciada pelo líder norte-americano no sábado (21/2), após ter anunciado, no dia anterior, que o governo aplicaria novas tarifas globais de 10%.
A medida foi adotada por Trump após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte do tarifaço aplicado por ele, na sexta-feira (20/2). De acordo com a Corte, as medidas econômicas violaram leis federais já que não tiveram autorização prévia do Congresso dos EUA. Segundo o tribunal, as tarifas excederam limites legais.

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Ver todas“15% não tem problema, porque (é) 15% para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado no mundo foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% — 10% + 40%. Nós somos o país mais beneficiado no mundo com essa decisão”, afirmou Alckmin.
A declaração foi feita durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA nova decisão de Trump entra em vigor nesta terça-feira (24/2) e terá validade de 150 dias.
De acordo com o presidente em exercício, abre-se “uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”.
Como mostrou o Metrópoles, um estudo da Global Trade Alert mostrou que o Brasil e a China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas norte-americanas.
De acordo com o estudo, a redução das taxas tarifárias médias no caso brasileira será de 13,6 pontos percentuais. A China aparece em segundo lugar entre os países que mais se beneficiarão com as novas sobretaxas, com queda de 7,1 pontos percentuais. Em contrapartida, Reino Unido, União Europeia e Japão encontram-se entre as nações mais prejudicadas com as novas regras.



