“A mesma coisa que caísse uma pedra do céu”, diz motorista de caminhão

Homem de 52 anos sofreu apenas escoriações provocados por corte de vidro no braço esquerdo e na parte de trás da cabeça

PAULO GUERETA/AG NCIA O DIA/AG NCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDOPAULO GUERETA/AG NCIA O DIA/AG NCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO

atualizado 12/02/2019 10:27

O motorista de caminhão João Adroaldo Tomanckeves, 52 anos, disse não ter conseguido identificar que era um helicóptero que o havia atingido, no começo da tarde desta segunda-feira (11/2), na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. No acidente, morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci. São informações de O Globo.

A colisão aconteceu logo depois que o caminhão passou pela cancela automática do pedágio de acesso do Rodoanel para a Anhanguera. “Não vi nada. Passei e aquilo caiu assim, do nada. Foi a mesma coisa que caísse uma pedra do céu em cima da cabine”, contou João, motorista há 31 anos e que nunca tinha passado por um susto semelhante nas estradas do país.

O condutor da carreta sofreu apenas escoriações provocadas por corte de vidro no braço esquerdo e na parte de trás da cabeça. Ele relata ter demorado a acreditar que se tratava de um helicóptero. Pessoas que passavam pelo local ajudaram a tirá-lo das ferragens.

“Senti aquele estrondo em cima da cabine. Tentei parar o caminhão. Nem eu sabia o que estava acontecendo. Alguém gritou que era um helicóptero. Disse: ‘não pode estar acontecendo de um helicóptero cair em cima de um caminhão’. Mas infelizmente foi isso”, ressaltou.

Morador de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, João havia descarregado uma carga pela manhã em Diadema, região metropolitana de São Paulo, e se dirigia para a cidade de Cajamar, localizada em outro ponto do estado paulista, onde pegaria uma nova carga.

Ajuda fundamental
O motorista confirmou que a vendedora Leiliane Rafael da Silva, de 28 anos, foi fundamental para o seu resgate com vida. “Ela me ajudou bastante. Foi a primeira pessoa que me auxiliou”, disse agradecido.

João só soube que o jornalista Ricardo Boechat havia morrido na colisão quando estava a caminho da delegacia. Na unidade policial, começou a se sentir mal e teve de ser levado para um pronto-socorro no bairro de Perus, na zona norte, onde passou por exames. O motorista recebeu alta às 20h30.

O caminhoneiro disse que, agora, pretende tirar umas férias para se recuperar do susto e só então voltar a percorrer o país.

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