
Trump pede, Fifa obedece. Não é normal, não pode ser.
Noblat comenta o escândalo político que violou as regras do futebol para agradar os EUA.

No programa do Noblat, a análise política esmiúça o comportamento errático e sem limites institucionais de Donald Trump, traçando um paralelo incômodo com a política brasileira.
O ponto de partida é a inacreditável declaração pública do ex-presidente americano, na qual ele admite ter solicitado diretamente à cúpula da Fifa para anular o cartão vermelho e a suspensão de Balogun, um dos principais atletas da seleção dos Estados Unidos – e o pior: foi atendido.
Trump menosprezou a autoridade do árbitro e as regras do esporte ao afirmar que não via motivos para a punição, forçando uma interferência política na maior entidade do futebol mundial.
Para a bancada, a atitude de Trump expõe um padrão de abuso de poder típico de quem não aceita regras ou qualquer resultado que o contrarie. O episódio ilustra o total desprezo do ex-mandatário por processos legítimos, lembrando que o próprio Trump jamais aceitou sua derrota eleitoral para Joe Biden e continua a inflamar seus apoiadores com teorias conspiratórias sobre fraudes nas urnas, pavimentando um caminho perigoso que flerta com o golpismo.
E essa obsessão em dobrar as regras serve de espelho para seus aliados no Brasil. O programa revela que o clã Bolsonaro opera na mesma lógica de conveniência: Flávio Bolsonaro desembarcou nos EUA justamente para implorar a Trump que adie o novo tarifaço sobre produtos brasileiros para depois das eleições. O medo é o impacto nas urnas, expondo a hipocrisia de quem aplaudiu o protecionismo americano no passado recente e agora suplica por trégua política.
