Tarifaço e prisão: a semana de punição do Clã Bolsonaro

STF nega apelo final de Bolsonaro, abrindo caminho para o cumprimento da pena, e torna Eduardo réu por coação à Justiça no caso das tarifas.

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Ministros do Supremo Tribunal Federal analisam, nesta quinta-feira (16:10), processos remanescentes das sessões de outubro, durante sessão plenária realizada no STF - metropoles
1 de 1 Ministros do Supremo Tribunal Federal analisam, nesta quinta-feira (16:10), processos remanescentes das sessões de outubro, durante sessão plenária realizada no STF - metropoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) mostram mais um avanço significativo nas ações referentes à família Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro Vira Réu por Coação à Justiça

A Primeira Turma do STF formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ele passa a ser réu no processo por coação de justiça.

A acusação detalha que o deputado articulou nos Estados Unidos a aplicação de sanções, como tarifas de exportação e suspensão de vistos a autoridades brasileiras, com o objetivo de obstruir o processo judicial que condenou seu pai e outros envolvidos.

Risco Imediato de Prisão para o Ex-Presidente

O julgamento dos últimos recursos (embargos de declaração) apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro e de outros condenados no STF, realizado em plenário virtual, foi concluído com placar de 4 votos a 0 pela rejeição.

O resultado representa o esgotamento de recursos nesse estágio processual. A publicação oficial da decisão, prevista para o início da próxima semana, permitirá ao ministro relator expedir o mandado de prisão para que o ex-presidente comece a cumprir a pena em regime fechado.

Contexto Político: Ditadura e Apologia à Violência

O histórico de Jair Bolsonaro inclui a citação e homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador condenado pela Justiça, durante seu voto no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Recentemente, a postura de figuras políticas ligadas a esse espectro, como a deputada Júlia Zanata, ao utilizar imagens com fuzis em suas redes sociais (“trono de fuzis”), levanta o debate sobre a apologia à violência e o discurso que minimiza crimes da ditadura.

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