
Sangria institucional: Fachin expõe tribunal a dias da eleição
Presidência do STF é cobrada por falta de pulso e vê sessão histórica sair do controle

O programa do Noblat avaliou o esforço de Edson Fachin para tentar conter a crise no Supremo Tribunal Federal, iniciativa que acabou por aprofundá-la diante dos olhos do país. A sessão convocada expôs fraturas profundas na corte: revelou o constrangimento de ministros que se declararam impedidos por ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro e descambou para confrontos abertos que fugiram inteiramente ao controle da presidência.
A condução de Fachin foi cobrada sem meias-palavras dentro do próprio plenário. Ao justificar seu pedido de vista, o ministro Flávio Dino enquadrou a passividade do presidente ao vivo: disse que Fachin assistia há horas a um debate que degradava o tribunal, chamou o encontro de “sessão desastrada” e alertou para o erro de manter o tribunal em sangria aberta a apenas 15 dias das eleições.
Sem pulso para exercer o poder, o presidente da corte acabou refém do tumulto que pretendia estancar.

