Uma eleição que poderá ser decidida no primeiro turno

Poderá ser assim, se você quiser

atualizado

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Carla Sena/ Arte Metrópoles
Lula x Flávio Bolsonaro
1 de 1 Lula x Flávio Bolsonaro - Foto: Carla Sena/ Arte Metrópoles

Diziam, principalmente os porta-vozes da turma do “nem-nem” (nem Lula, nem um candidato bolsonarista), que a próxima eleição presidencial poderia marcar o ressurgimento da terceira via. Ela fora reduzida a pó por Bolsonaro em 2018 e por Lula em 2022.

Para isso, bastaria que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, topasse renunciar ao cargo e se lançar candidato com o apoio do mercado financeiro, do agronegócio e das “forças vivas da Nação”, termo muito usado no final dos anos 1950.

Acontece que faltou coragem a Tarcísio para enfrentar a parada. Ele só o faria se fosse abençoado por Bolsonaro, seu mentor. E Bolsonaro preferiu abençoar Flávio, sangue do seu sangue. Então, Gilberto Kassab, o mago da política, escolheu Ratinho Júnior.

O governador do Paraná não era nenhuma Brastemp, mas poderia dar conta do recado, alicerçado na popularidade do pai, o Ratinho original, dono de um programa de televisão com boa audiência no Nordeste, reduto eleitoral de Lula desde priscas eras.

Acontece que a Ratinho também faltou coragem. Nada contra arriscar-se a perder: com o capital de votos que adquirisse, ele poderia lançar-se candidato outra vez a presidente em 2030. Afinal, daqui a quatro anos, Lula não será mais candidato.

Aí Flávio Bolsonaro teve a ideia – ou lhe deram a ideia – de apoiar Sérgio Moro para o governo do Paraná. Nas pesquisas de intenção de voto, Moro tem mais de 20 pontos de vantagem sobre os demais candidatos. E no Paraná, Flávio carecia de palanque.

Ratinho Júnior deu no pé. Quer eleger seu sucessor. Entre seguir influente no seu Estado ou tornar-se influente no país, seu coração bateu mais forte pelo barreado (carne cozida lentamente), o chimarrão no fim da tarde e fandango. Compreensível.

Vem aí Ronaldo Caiado, governador de Goiás, a segunda opção de Kassab. Desta vez sem o cavalo branco que montou em 1989 para disputar a eleição presidencial, a primeira pós-ditadura. Foi o nono colocado, com menos de 2% do total dos votos válidos.

Não será páreo para Lula e Flávio. Virá com um discurso mais à direita de Flávio. Mas cada voto que atraia, será um voto subtraído de Flávio. É por isso, pasmem, que a eleição de outubro poderá ser decidida ainda no primeiro turno em favor de Lula.

Se, se, se…. Se Lula operar o milagre de recuperar um pouco da popularidade que perdeu; caso não continue a cometer tantos erros até lá; e se for capaz  de voltar a conectar-se com os anseios mais profundos dos brasileiros.

Uma tarefa árdua, mas não impossível.

 

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