
Pobres bilionários donos da Americanas não sabiam da fraude
Não mereciam isso...

Finalmente, a Americanas reconhece que a fraude bilionária que a levou a pedir recuperação judicial não se restringe à constatação de operações fraudulentas de risco sacado (envolvendo bancos) e de bonificação (relacionada a fornecedores).
A Americanas dá nome aos fraudadores: todos os ex-diretores que foram afastados em fevereiro, 23 dias após a divulgação do escândalo contábil em 11 de janeiro, além de Miguel Gutierrez, que por 20 anos comandou uma das maiores varejistas do país.
Os nomes: Anna Christina Saicali, José Timótheo de Barros, Márcio Cruz Meirelles, Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo Nunes. O que antes era chamado de “inconsistências contábeis” deu lugar à “fraude” que beira os 50 bilhões de reais.
Eles conseguiram enganar os três homens mais ricos do país, donos de fortunas que somam mais de 185 bilhões de reais, e principais acionistas da Americanas: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. Coitados!
Os três são cariocas, têm a pesca submarina como um dos hobbies em comum e excepcionais filantropos quando o assunto é educação. Com justa razão, estão indignados com o escândalo que poderá manchar sua imagem para sempre. Não mereciam isso.
