O vice de Lula será Alckmin outra vez, e estamos conversados

Cai, cai, balão

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, concede entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara dos Deputados Metropoles
1 de 1 Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, concede entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara dos Deputados Metropoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Balão não é só coisa de festa junina, ou de irresponsáveis que ameaçam a segurança do tráfego aéreo e a mata densa em períodos de estiagem, sujeita pois a pegar fogo. Balão é coisa também da política, a qualquer tempo, especialmente em ano eleitoral.

Chama-se de balão de ensaio a plantação de uma informação cujo objetivo é conhecer antecipadamente o que poderá ser colhido mais tarde. Assim são testadas ideias e propostas, e descartadas as que não forem bem aceitas. Faz-se isso quase todo dia.

Quando Lula disse em entrevista que Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, terão um papel a cumprir nas eleições em São Paulo, ou ele estava lançando um balão de ensaio ou não foi bem compreendido.

Lula está à caça de mais apoios para isolar a candidatura de Flávio Bolsonaro e se reeleger pela segunda vez consecutiva. Se o MDB o apoiasse – quem sabe? -,  ele rifaria a candidatura de Alckmin a vice. Se o PSD de Kassab o apoiasse, certamente rifaria Alckmin.

É o que se diz nos arredores do Palácio do Planalto e do Congresso. É o que se continuará dizendo até que Lula anuncie que Alckmin será seu vice e ponto final. Mas, por hora, se não quiser, ele não precisa dizer. É senhor do seu tempo, e do tempo dos outros.

O balão segue seu voo e Lula observa as reações. A de Alckmin, via terceiros, foi garantir que apoiará Lula em qualquer hipótese, mas a não ser vice, não se candidataria a nada. A de Haddad se desconhece, mas ele não gostaria de disputar o governo paulista.

As duas vezes que disputou só para ajudar Lula a se eleger, perdeu. Se depender dele, será apenas um dos coordenadores da campanha de Lula. Iria para o sacrifício se Lula lhe acenasse com a candidatura a presidente em 2030, mas isso Haddad não confessa.

Os mais graduados líderes do PT reagiram ao suposto balão dizendo que Alckmin será o vice, a não ser que não queira – e Alckmin quer. O PSB, partido de Alckmin, saiu em socorro dele como se isso fosse necessário. Jogou o jogo. Vai, vai, balão…

O MDB não quer a vice de Lula porque lhe falta unidade para tal. Sua vocação é dividir-se. O PSD não quer porque terá candidato a presidente. O próprio Lula prefere a companhia de Alckmin. Irá com ele, como em 2006 foi com José de Alencar, então seu vice.

 

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