O triste fim do tresloucado Jair Messias Bolsonaro

A democracia venceu

atualizado

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Michael Melo/Metrópoles @michaelmelo
Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde realizou um pequeno procedimento dermatológico --Metrópoles
1 de 1 Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde realizou um pequeno procedimento dermatológico --Metrópoles - Foto: Michael Melo/Metrópoles @michaelmelo

A defesa de Bolsonaro entrou ontem à noite com um recurso no Supremo Tribunal Federal contra a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta da democracia, organização criminosa, e danos ao patrimônio público e a bens tombados.

Dará em quê? Em nada. Será recusado pelos quatro membros da Primeira Turma do Tribunal – Flávio Dino, Cristian Zenin, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. O quinto membro, Luiz Fux, o único que votou pela absolvição de Bolsonaro, pediu transferência para a Segunda Turma e não deverá votar.

Se o fizer, novamente será voto vencido como das outras vezes. Na Segunda Turma, Fux se juntará aos ministros André Mendonça e Nunes Marques, ambos nomeados por Bolsonaro. Serão três ministros bolsonaristas contra dois considerados independentes – Gilmar Mendes, o mais antigo da Corte, e José Dias Toffoli.

Mais adiante, a defesa de Bolsonaro entrará com o último recurso contra a condenação a que tem direito. E desde já se dá como certo que o recurso será recusado. Entre a recusa ao primeiro e ao segundo, Bolsonaro poderá dar início ao cumprimento de sua pena em regime fechado. Dependerá apenas da vontade de Moraes.

Para seu bem, passou a crise de soluços que atormentava Bolsonaro há mais de 30 dias. Agravou-se, no entanto, a depressão que o deixa triste, prostrado, e o faz chorar com frequência. Bolsonaro chora pela prisão iminente. Chora porque a anistia para ele empacou no Congresso. E chora porque Trump o abandonou.

É duro ver-se jogado ao mar pelo homem a quem tanto admirava, a ponto de saudá-lo uma vez com uma declaração de amor (“I love You”). É duro ter acreditado que Trump o salvaria quando mandou o Supremo parar “IMEDIATAMENTE” com o julgamento dos golpistas. É insuportável a dor de ver Trump e Lula agora juntos.

Trump teve pena de Bolsonaro e quis ajudá-lo. Identificou-se com ele por julgá-lo um perseguido político (Trump sempre se viu como perseguido no seu país). Ocorre que Trump, embora com atraso, descobriu que Lula sentiu-se como um perseguido quando foi preso. E, uma vez libertado, acabou reeleito presidente.

Trump prefere a companhia dos vitoriosos como ele. Daí sua confessada admiração recente por Lula. De resto, negócios são negócios, e é com Lula que ele terá de negociar o tarifaço que impôs à importação pelos Estados Unidos de produtos brasileiros. A negociação mal começou e não tem data para ser concluída.

É melhor para Bolsonaro já ir se acostumando com a ideia de celebrar sozinho o Natal e a entrada de 2026. Torça para que seus filhos se dêem bem – Flávio, o senador, como candidato à reeleição no Rio; Carlos, vereador, como candidato ao Senado por Santa Catarina. Quanto a Eduardo, o destino dele é a Disney. Nada mal.

 

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