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O tal do Queiroga não arredará tão cedo o pé do Ministério da Saúde

Por que ele desperdiçaria a maior oportunidade que já teve na vida? Ensaboador de palavras, o ministro vai levando enquanto der

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Queiroga depõe à CPI
1 de 1 Queiroga depõe à CPI - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Nas franjas do governo, e em pelo menos um gabinete do terceiro andar do Palácio do Planalto, correu o temor de que o médico cardiologista pedisse demissão do cargo de ministro da Saúde depois que o presidente Jair Bolsonaro o chamou de “o tal Queiroga” e investiu contra o uso de máscara na pandemia.

Qual o quê! Queiroga tirou de letra o deboche de Bolsonaro e o anúncio feito por ele de que encomendou ao ministério um parecer para dispensar o uso de máscara pelos brasileiros que já contraíram o vírus ou foram vacinados. Queiroga orgulha-se de ter tornado obrigatório o uso de máscara dentro do ministério.

Serelepe, à noite, Queiroga foi visto em uma conversa amiga com jornalistas da Rede Record a dizer que o parecer seria elaborado, o que não significa o banimento da máscara. Queiroga destaca-se por sempre afirmar uma coisa e o seu oposto. Ser ministro foi a maior oportunidade da sua vida, e ele não quer desperdiçá-la.

A diferença entre ele e seu antecessor, o general da ativa Eduardo Pazuello, de triste memória, é que o general obedecia às ordens de Bolsonaro porque tinha juízo; Queiroga obedece porque não quer perder o emprego. Pazuello, a exemplo de Bolsonaro, maneja mal as palavras; Queiroga sabe ensaboá-las para criar espuma.

O disparo de Bolsonaro contra a máscara não vai dar em nada. Uma lei aprovada pelo Congresso obriga o uso de máscaras de proteção individual para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, em vias públicas e em transportes públicos. Mudanças na lei precisam passar pelo Congresso.

De resto, o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe a governadores e prefeitos baixarem medidas de enfrentamento à pandemia. Mantê-las ou revogá-las é decisão deles. O governo federal não poderá fazê-lo. Foi mais um tiro de Bolsonaro para tirar a atenção pública da CPI da Covid-19.

O Brasil registrou, ontem, 2.344 mortes. São 482.135 até aqui. No máximo em 10 dias, o país deverá bater a marca de meio milhão de mortos. O número equivale à quantidade de brasileiros mortos na Guerra do Paraguai multiplicada por 10. Ou dos americanos mortos na 2ª Guerra Mundial e nas guerras da Coreia e do Vietnã.

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