Queiroga diz que fica no cargo “até o dia que Bolsonaro quiser”

Declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (9/6). Na terça-feira (8/6), Queiroga depôs pela segunda vez à CPI da Covid

atualizado 09/06/2021 9:34

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que ocupará o cargo “até o dia que o presidente Jair Bolsonaro quiser”. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (9/6), em conversa com jornalistas na sede do órgão.

Na terça-feira (8/6), Queiroga depôs pela segunda vez à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal. A oitiva teve duração de oito horas e foi marcada momentos de tensão entre o titular da Saúde e os parlamentares.

O ministro avaliou a CPI como “normal”. “Mostramos o que temos feito aqui no Ministério da Saúde, todos já sabem”, disse. Questionado sobre a dificuldade de agradar o presidente Bolsonaro e a classe médica, o cardiologista disse que é preciso “harmonizar” as relações.

“Temos que trabalhar para harmonizar as relações do Brasil e enfrentar a Covid-19. Presidente sempre nos dá um apoio muito grande, por isso estou aqui”, declarou.

Queiroga também afirmou que ficará no cargo até o dia que Bolsonaro quiser. “Fui indicado por ele e estou aqui até o dia que ele quiser. Vamos trabalhar juntos pelo Brasil”, finalizou.

Vacina

Queiroga também ressaltou o número de doses de vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde. Ele disse que a pasta entregou mais de 105 milhões de doses e que 70 milhões de brasileiros já foram imunizados.

Dados do órgão mostram que 51 milhões de pessoas tomaram a primeira dose da vacina. Cerca de 23,4 milhões de brasileiros foram vacinados com as duas doses e estão com o esquema vacinal completo. A pasta aponta que 105,3 milhões de fármacos foram distribuídos.

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O ministro também defendeu a vacinação de gestantes, tema criticado por parlamentares durante a CPI. O senador e médico Otto Alencar (PSD-BA) demonstrou indignação com a imunização de grávidas que, segundo o parlamentar, não consta na bula das vacinas. Alencar acusou Queiroga de promover uma “pseudovacinação”.

“Aquela questão das gestantes, todos sabem a transparência que conduzimos esse processo. É até surpreendente esse tipo de consideração, porque nós temos que atender as gestantes brasileiras. Vamos trabalhar”, disse o ministro.

CPI da Covid-19

Queiroga prestou o segundo depoimento ao colegiado. Ele retorna após a primeira oitiva ter sido avaliada pelos senadores como “pouco esclarecedora”. Na ocasião, o ministro tinha pouco tempo de cargo e focou o discurso em promessas e compromissos.

A CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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