
O que diz um banqueiro em Nova Iorque sobre Lula, Tarcísio e eleições
André Esteves, do BTG Pactual, e sua análise do Brasil

Em conversa, esta semana, com um grupo de investidores em Nova Iorque, André Esteves, banqueiro, o fundador e chairman do BTG Pactual, disse que Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, “sabe que a chance dele é agora.”
Em 2026, candidatando-se à sucessão de Lula, “Tarcísio terá apoio maciço de campanha. Rede Globo. Todo mundo. Ratinho Jr., governador do Paraná, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, todo mundo topa ser vice dele. Seria um baita nome.”
E completou:
– Seria fantástico. É esse cara que temos que abraçar.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo ele, “se Tarcísio ganhar, será a mãe de todos os rallies. Se Bolsonaro for eleito, seria ótimo também, mas sua chance seria menor.” Mesmo assim, Esteves prefere Bolsonaro a um governo de esquerda: “Bolsonaro teve Covid e perdeu para ele mesmo”.
Acha Esteves que a chance de Lula candidatar-se de novo não é tão óbvia: “Ele estará com 81 anos de idade. Vai ter gente à sua volta implorando para que seja candidato. A opção a Lula mais óbvia seria Fernando Haddad, que o visitou 44 vezes na prisão”.
Para o banqueiro, o maior legado político de Lula seria “reinventar o PT como um partido de centro-esquerda, escorado em novas lideranças como o prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).”
“O Centrão [ajuntamento de partidos conservadores] quer perspectiva de poder. Hoje, o mais provável é que seja pela direita”, imagina Esteves. “Um Congresso e o Supremo Tribunal Federal com mais poderes será ótimo para o Brasil”.
Por fim, Esteves gostou muito até aqui dos resultados das eleições municipais e da desclassificação de Pablo Marçal (PRTB) que ficou de fora do segundo turno para prefeito de São Paulo.

