O que aguarda o ministro da Saúde na CPI na Covid-19

Marcelo Queiroga será o terceiro ministro da Saúde de Bolsonaro a depor nesta semana. O quarto,  o general Eduardo Pazuello, fugiu da raia

atualizado 06/05/2021 11:51

São Paulo - Ministro da Saúde Marcelo Queiroga evitou falar com a imprensa em dia que Brasil atinge marca de 400 mil mortos (7) Fábio Vieira/Metrópoles

Coisa boa não é. Coisa boa é o que o ministro Marcelo Queiroga, da Saúde, espera revelar logo no início seu depoimento na CPI da Covid-19, a nova atração das tardes brasileiras.

Queiroga correu atrás do prejuízo para anunciar a compra de novas doses de vacina. A CPI quer saber por que o ritmo de vacinação diminuiu no país e foi suspensa em algumas cidades.

Quer saber também por que Queiroga diz que 560 milhões de doses já foram contratadas quando na verdade só 280 milhões têm contrato fechado. Responde aí, Queiroga!

A exemplo do general Eduardo Pazuello, que o antecedeu no cargo de ministro, Queiroga foi treinado para depor na CPI sem nada contar que cause danos ao governo.

Como médico, naturalmente ele domina o assunto que Pazuello mal ouvira falar até pôr os pés no ministério pela primeira vez. Nem por isso terá vida fácil hoje.

É bom de bico, embora não tão bom quanto o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, ouvido na terça-feira. É melhor de bico do que Nelson Teich, também médico, ouvido ontem.

Teich… O que dizer de Teich? Por equívoco dele, aceitou ser ministro da Saúde acreditando na história da carochinha de que teria autonomia para montar sua própria equipe.

Foi derrubado por outro equívoco: o de pensar que poderia ir contra a prescrição de cloroquina e de outras drogas comprovadamente ineficazes no tratamento do vírus.

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