Largou a corrida pelo lugar de vice na chapa de Lula em 2022

Caso eles se entendam, a vaga será de partidos do centro, garante o ex-presidente

atualizado 10/05/2021 9:20

Ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney (MDB), em Brasília Foto: Ricardo Stuckert

A interlocutores de partidos do centro que poderão apoiá-lo na eleição do ano que vem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido muito claro, e mais claro do que isso não poderia ser. Tem dito: entendam-se e indiquem o candidato a vice-presidente. Depois só me informem quem será.

A corrida para ser vice de Lula já começou. O PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab quer disputar a eleição com candidato próprio, mas se não der… Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, é o nome do coração de Kassab. Se trocar o DEM pelo PSD, mas não decolar, a vice de Lula lhe cairia bem.

O MDB ainda não deu sinais convincentes sobre o que fará em 2022. Uma parte dele apoiará Lula mesmo que a outra parte não apoie. Não se descarta, porém, que a maioria do partido acabe preferindo Lula a Jair Bolsonaro. Até onde a vista alcança, o MDB negará apoio oficial à reeleição do atual presidente.

Correm os banhos para a entrada no PSB, partido de centro-esquerda, do governador Flávio Dino, do Maranhão. Expressão antiga, “correm os banhos” quer dizer que o sacerdote já informou ao distinto público que o casal de noivos deseja consorciar-se. Quem tiver algo a opor que se manifeste ou cale para sempre.

Dino, uma das estrelas do PC do B, aliado tradicional do PT, será candidato a senador, mas se precisar dispõe-se a ser vice de Lula. Fernando Haddad, na eleição presidencial de 2018, substituiu Lula como candidato. Na vice, carregou Manuela d’Ávila (PC do B), que há dois anos perdeu a eleição para prefeita de Porto Alegre.

O deputado Marcelo Freixo (RJ) deverá ser candidato ao governo do Rio pelo PSol ou outro partido. O PT topa apoiar Guilherme Boulos (PSOL) para o governo de São Paulo. Caberia a Haddad, nesse caso, ser o coordenador da campanha de Lula a presidente, e se ele for eleito, ministro, podendo escolher a pasta que quiser.

Por ora, é assim que o lado de Lula se desenha. O de Bolsonaro está desarrumado. A única coisa certa é que o general Hamilton Mourão, atual vice-presidente, não fará parte da chapa, podendo candidatar-se a senador pelo Rio Grande do Sul. Bolsonaro, que por enquanto nem partido tem, quer distância do general.

Partidos do Centrão (não confundir com o centro) declaram amor por Bolsonaro e extraem do governo as vantagens que podem. Irão com ele para um novo mandato caso se convençam de sua vitória. Se não… O futuro a Deus pertence.  Nada mais a declarar.

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