Israel perde a guerra pelos corações e mentes do mundo ocidental

O holocausto dos palestinos

atualizado

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Imagem colorida do símbolo da bandeira de Israel, projetado em um muro com rachaduras - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do símbolo da bandeira de Israel, projetado em um muro com rachaduras - Metrópoles - Foto: Getty Images

O presidente francês Emmanuel Macron disse o que está na cabeça da maioria dos seus colegas europeus. Em entrevista à BBC, falou que “não há justificativa” para o contínuo bombardeio de Gaza por Israel, acrescentando que um cessar-fogo beneficiaria Israel.

O líder francês afirmou que reconhece o direito de Israel de se defender, mas pediu a Israel que pare com os bombardeios:

“De fato, civis são bombardeados. Estes bebês, estas senhoras, estes idosos são bombardeados e mortos. Portanto, não há razão para isso nem legitimidade. Nós pedimos a Israel para parar com os bombardeios”.

Perguntaram a Macron se ele queria que outros líderes, incluindo os dos Estados Unidos e Reino Unido, se juntassem aos seus apelos por um cessar-fogo. Macron respondeu:

“Espero que o façam”.

Macron foi um dos primeiros chefes de Estado a visitarem Tel Aviv depois do atentado terrorista do Hamas em 7 de outubro. Foi solidário com Israel e advogou seu direito a defender-se.

Mas reconhece que crimes de guerra como os cometidos pelo Hamas não podem ser respondidos com crimes de guerra. Observa Francesca Albanese, relatora da ONU:

“Atirar, matar, abusar de civis ou sequestrá-los como fez o Hamas é crime de guerra. Mas a resposta de Israel com ataques a hospitais, escolas e casas de civis também é crime de guerra”.

O secretário de Estado americano Antony J. Blinken comentou na sexta-feira (10/11) que “muitos palestinos foram mortos” em Gaza:

“Muitos palestinos foram mortos. Muitos sofreram nas últimas semanas. E queremos fazer todo o possível para evitar danos a eles e maximizar a assistência que lhes chega.”

O comentário de Blinken é a mais recente indicação de que o governo Joe Biden está cada vez mais preocupado com o número de civis mortos sob o bombardeio e a invasão terrestre de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu respondeu a Macron, dizendo que “a responsabilidade pelos danos aos civis cabe ao Hamas e à organização Estado Islâmico, não a Israel”.

Netanyahu parece uma barata tonta. Já disse que Israel ocupará a Faixa de Gaza tão logo destrua o Hamas. Pressionado por Biden, recuou e disse que não seria assim. Agora, repete que será assim.

A Faixa de Gaza virou um campo de concentração como os campos de concentração onde mais de 6 milhões de judeus foram exterminados durante a Segunda Guerra Mundial.

A guerra entre Israel e o Hamas é o holocausto do povo palestino.

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