Aziz ganhou, mas Renan não perdeu a batalha final da CPI da Covid

Relatório será lido hoje e votado na próxima semana

atualizado

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Pedro França/Agência Senado
CPI da Covid
1 de 1 CPI da Covid - Foto: Pedro França/Agência Senado

Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid-19, não é besta, como disse. Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, também não é. Os dois têm razão de comemorar o acordo feito no apartamento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), em Brasília.

Constava do relatório de Renan a imputação de 11 crimes a Jair Bolsonaro por ter conduzido de maneira desastrosa o combate à pandemia. Dos 11, Aziz não via razão para dois: o de genocídio da população indígena e o de homicídio.

Se Renan tivesse insistido em mantê-los, Aziz votaria a favor do relatório, porque não seria besta de pedir para que fossem retirados. Renan retirou-os sem que Aziz pedisse. Poderá dizer mais tarde que assim o fez para assegurar a aprovação do relatório.

A história vai registrar que, se dependesse unicamente de Renan, Bolsonaro teria sido indiciado por mais crimes do que de fato será. E que Aziz não votou contra o indiciamento de Bolsonaro pelos crimes de genocídio e homicídio, os mais graves.

De brinde, Aziz ainda levou o sumiço no relatório do crime de advocacia administrativa imputado por Renan ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Aziz e Renan deixaram a porta aberta para uma futura reconciliação com Bolsonaro, se for o caso.

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