CPI da Covid: G7 retira referência a genocídio de relatório final

Também foi retirada a previsão de indiciamento do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, pelo crime de advocacia administrativa

atualizado 20/10/2021 8:03

CPI da CovidPedro França/Agência Senado

O grupo majoritário da CPI da Covid-19, conhecido como G7, decidiu, em jantar na noite desta terça-feira (19/10), retirar do relatório final o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela prática de genocídio de indígenas e por homicídio qualificado. A decisão foi tomada durante encontro na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“O genocídio não era consenso, não havia consenso de ninguém, entre juristas não havia consenso. Entre nós senadores, eu mesmo disse que tinha que ser convencido. O mais importante dessa reunião é que saímos unificados”, afirmou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

No texto, no entanto, deve constar a previsão de indiciamento de Bolsonaro por crime contra a humanidade e de “epidemia com resultado de morte”.

O presidente da CPI também informou que foi retirada a previsão de indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, pelo crime de advocacia administrativa.

Os senadores também definiram que a sessão desta quarta-feira (20) será destinada exclusivamente à leitura do relatório por Renan Calheiros. A discussão do parecer e a apresentação de versões alternativas devem ficar para a próxima terça (26).

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